Futuro de Romário ainda está indefinido
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sexta-feira, 12 de novembro de 2004
Agência Estado 
Los Angeles - Romário ganhou boas razões para abandonar de vez os gramados e outras tantas para continuar jogando em 2005. Ao se despedir da seleção brasileira, na madrugada de ontem, nos Estados Unidos, fez festa com os companheiros do tetra, foi muito aplaudido na volta olímpica, chorou e se emocionou. Teve, enfim, um ótimo cenário para o fim da carreira. Por outro lado, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre um combinado mexicano, criou jogadas fantásticas, correu e até reclamou da não marcação de um pênalti. Mostrou que pode restar motivação e gás para mais partidas oficiais.
''Foi muito bonito, muito emotivo'', afirmou o atacante de 38 anos, após a partida. Em rápida entrevista à beira do gramado, ele não revelou se continuará jogando. ''É difícil falar nesta hora. Agradeço por tudo o que aconteceu na minha vida. Apesar de todos os problemas entre Romário e a imprensa, vocês foram muito importantes para mim. Obrigado.''
Romário foi demitido do Fluminense no mês passado, após desentendimentos com o técnico Alexandre Gama. Sem time para jogar, ameaçou voltar ao Vasco, clube que o revelou. Antes da partida nos Estados Unidos, porém, ele admitiu que essa festa poderia representar seu último jogo.
Mas a disposição de Romário em campo mostrou que ele talvez queira disputar um último Campeonato Carioca, ou pelo menos uma nova partida/festa, dessa vez com a camisa vascaína.
O amistoso nos Estados Unidos também foi a festa de despedida do goleiro mexicano Jorge Campos. Jogando no Coliseu de Los Angeles, a poucos quilômetros do Rose Bowl, onde conquistou o tetra, o Brasil entrou com Taffarel; Aldair, Ronaldão e Márcio Santos; Jorginho, Dunga, Mazinho, Ricardo Rocha e Branco; Bebeto e Romário. O técnico foi Carlos Alberto Parreira.
Além de Romário, o outro destaque da partida foi o lateral Jorginho, ainda correndo bastante pela direita.
O México, formado em sua maioria pela seleção da Copa de 94, abriu o placar aos 13 minutos, com o atacante Zaguinho. Após o intervalo, o goleiro Jorge Campos foi se aventurar no ataque, mas pouco ameaçou. Aos 16, Aldair avançou à linha de fundo pela esquerda e cruzou. Romário, entre os zagueiros, bateu de primeira e empatou.
Aos 40 minutos, Bebeto fez jogada pela direita e lançou Romário. Ele deu corte curto no zagueiro mexicano, chutou forte no canto, virou o jogo, foi aplaudido, saiu de campo e chorou. Resta saber se foi pela última vez.


