São Paulo - Rogério Ceni saiu festejado de campo ao fim da vitória por 3 a 2 sobre a Universidad Católica, na quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Aos 40 anos, ele mostrou estar em grande forma e só fez aumentar o coro para que não se aposente no fim do ano. "Ainda bem que no fim da carreira ainda consigo apresentar um futebol de alto nível. Acho que vai ser feito o que é melhor para todo mundo. O São Paulo tem ótimos goleiros se eu for embora, o Denis está super preparado, tem ainda o Léo e o Renan", diz, sem ser muito categórico.
Muricy Ramalho pediu para ele continuar em 2014 e o presidente Juvenal Juvêncio
já avisou que renova por mais uma temporada, mas o goleiro, que já evitava falar quando a situação da equipe era ruim, agora também prefere não aumentar a repercussão. Na quarta-feira, com pelo menos cinco defesas, ele garantiu a classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana, mas preferiu dividir o mérito com os companheiros. "Fico muito contente com as manifestações de carinho, mas acho que histórica não é minha atuação, e sim a personalidade que esse time teve."
Muricy mais uma vez elogiou o goleiro e espera que a diretoria se esforce para mantê-lo no grupo em 2014. "A diretoria tem de se posicionar. O Rogério quer isso, ele quer uma palavra de carinho de alguém que comanda, eu conheço ele. Do ponto de vista técnico, goleiro como ele não tem, está no melhor momento da carreira. É experiente e está forte fisicamente. Muitos o criticaram por causa do pênalti perdido contra o Corinthians, mas ele vem pegando demais. As pessoas têm de rever um pouco a opinião sobre ele", avisa o treinador.
Atendendo ao pedido de Muricy, a diretoria pretende se reunir na próxima semana com Rogério Ceni para definir a situação. ""Queremos resolver esta situação porque está dando a impressão que tanto nós quanto ele estão empurrando com a barriga. Mas ressalto: vamos respeitar qualquer decisão dele", disse o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes.

Aloísio
Quando contratou Aloísio, o São Paulo procurava um reserva de qualidade para Luis Fabiano. Provavelmente não esperava encontrar um ídolo. O atacante é o xodó da torcida não tanto pelos gols que marca, mas principalmente pela forma com que se dedica dentro de campo. Nem por isso deixa de se destacar com a bola nos pés. Na quarta-feira, só não foi o melhor em campo em Santiago porque Rogério Ceni fez uma das melhores partidas da sua carreira mais de duas décadas no Morumbi. Com dois gols e uma assistência, Aloísio foi determinante na classificação para as quartas de final da Copa Sul-Americana.
"Não importa se eu entro no jogo e faço gol. Óbvio que sempre quero marcar, mas o mais importante é ajudar a equipe do São Paulo. O gol não é minha principal meta do jogo, mas sim sair vencedor ajudando meus companheiros", afirmou Aloísio, que chegou aos 17 gols na temporada, apenas quatro a menos que Luis Fabiano.
O "Boi Bandido", como é chamado pela torcida, já havia sido o destaque da vitória sobre o Bahia, domingo, em Salvador, quando marcou o gol da vitória.

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