São Paulo - A expressão futuro em jogo nunca caiu tão bem para explicar uma situação quanto agora. Ricardo Gomes tem convicção que só fica no São Paulo se levar o time à final da Libertadores. A eliminação contra o Internacional, significará o fim do trabalho que começou no dia 24 de junho de 2009. ''A única situação que não posso responder é sobre suposições, mas tudo pode acontecer'', admitiu ao ser questionado sobre o seu futuro.
A vaga lhe dará sobrevida no cargo até 18 de agosto, data da decisão da competição continental. Se for eliminado nesta quinta, o contrato estará oficialmente encerrado - só foi prorrogado no período de paralisação da Copa do Mundo porque o time passou pelo Cruzeiro - e os dirigentes vão correr para anunciar um substituto.
Mas Ricardo Gomes não quer que o jogo contra o Inter seja o seu último ato à frente do São Paulo. O treinador tem feito de tudo para reverter o placar de 1 a 0 sofrido no primeiro jogo. O time precisa devolver o resultado para decidir nos pênaltis ou vencer por dois ou mais gols de diferença para se classificar. A primeira providência foi mexer na rotina dos jogadores. A concentração começou na segunda-feira, três dias antes do jogo. ''Nunca ficamos um período tão grande, é importante. Os jogadores estão felizes.''
O treinador lembrou até de uma passagem vivida com Carlos Alberto Parreira quando ainda era jogador. Ricardo Gomes concordou que há muita confiança entre os jogadores, repetindo o que aconteceu no grupo da Seleção em 1994, antes de jogo contra o Uruguai, pelas Eliminatórias, que colocou o Brasil na Copa dos Estados Unidos.
''Isso não se compra, se adquire'', comentou ao ser questionado se os líderes do seu São Paulo estavam com o mesmo olhar que eles estavam antes de entrar em campo e vencer por 2 a 0. ''Foi um jogo especial. A gente precisava vencer ou estaria fora da Copa, mas a confiança era maior do que a pressão.'' (Agência Estado)

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