Curitiba - Kléberson deve definir hoje se fica no Atlético neste segundo semestre ou se será negociado com algum clube europeu. O jogador se reapresenta ao rubro-negro para recomeçar os treinamentos. No entanto, ele saiu ontem de Londrina junto com o seu procurador, Mario Iramina, que também é presidente do PSTC, clube que tem sociedade com o Atlético para a negociação do atleta.
Kléberson, Iramina e mais o diretor de futebol do Atlético, Alberto Maculan, têm uma reunião hoje, às 10 horas, na Arena da Baixada, para definir a situação do atleta. Maculan está sem atender a imprensa desde que o time foi eliminado na Copa dos Campeões. O clube nega ter recebido qualquer proposta.
As especulações sobre uma possível negociação com algum clube europeu só crescem. Primeiro teria sido a Lazio, com uma oferta que chegaria a US$ 20 milhões. Ontem, o destino do jogador seria Espanha ou Inglaterra. Nesta nova versão, os clubes interessados seriam o Barcelona, com uma oferta de US$ 22 milhões, e os ingleses Arsenal e Manchester United.
Ontem à noite, o presidente Mario Celso Petraglia, que acabava de chegar de São Paulo, negou que tenham havido qualquer proposta ou mesmo pedidos de informação extra-oficiais para uma possível negociação. ''O Kléberson se reapresenta amanhã (hoje) para voltar a treinar e cumprir seu contrato com o Atlético'', afirmou Petraglia.
Mas as informações dentro do Atlético parecem um pouco desencontradas. Enquanto Maculan manda avisar a imprensa que esta noite haverá uma decisiva reunião do Conselho Gestor do clube, o presidente afirma que não está sabendo de nada. ''Tem vários diretores viajando e eu não estou sabendo desta reunião. Se não estou sabendo, acho que ela não vai acontecer'', disse Petraglia, dando a entender que nada muda no Atlético, pelo menos nesta semana.
A diretoria do Atlético é sempre muito cuidadosa na revelação de informações de negócios. As negativas são a resposta padrão até que os contratos estejam devidamente assinados.
O contrato de Kléberson com o Atlético termina em dezembro de 2003 e outra possibilidade para a vinda do procurador do atleta a Curitiba seria a conversação sobre uma compensação salarial. Afinal, o jogador é o único a disputar uma Copa do Mundo jogando em um clube do Paraná. Ainda por cima, foi pentacampeão. Até antes da Copa, ele recebia cerca de R$ 11 mil por mês no Atlético.

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