Futura parceria anima diretoria do Nacional
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quarta-feira, 03 de novembro de 2004
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
A penúria do Nacional está com os dias contados. A equipe de Rolândia negocia com dois conselheiros do Paraná Clube uma parceria que pode render um bom patrocínio para a disputa do Campeonato Paranaense.
A negociação, que vinha sendo mantida em sigilo desde junho, está próxima de ser concretizada. ''Até o dia 15 terá um ponto final'', adiantou o presidente do Nacional, José Danilson de Oliveira.
No final de semana, ele e o técnico Dirceu Mattos se reuniram em uma churrascaria de Curitiba com o diretor de Marketing paranista, Adílson Nascimento, e com o conselheiro e prefeito da Vila Olímpica do Paraná Clube, Émerson Eduardo Serpeloni, que é nascido em Rolândia. O encontro serviu para definir os últimos detalhes.
O acordo prevê que o Nacional enviará ao Paraná Clube todas as revelações das categorias de base. Em contrapartida, o clube da capital conseguiria alguns patrocinadores para o time de Rolândia e cederia alguns jogadores. O volante Gil, que já defendeu o Nacional na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano, é o primeiro reforço. Outros serão indicados pelo lateral-direito Maurinho, campeão brasileiro pelo Cruzeiro no ano passado e amigo de Nascimento.
''Aqui em Rolândia os recursos são limitados, então temos que buscar outras alternativas. Não aguento mais essa dificuldade todo mês na hora de pagar as contas. Já são dois anos assim'', desabafou o presidente do Nacional.
Já vacinado contra parcerias furadas, o cartola está muito confiante. ''Já ouvi muita conversa fiada nestes dois anos (na presidência do Nacional). Mas agora é um pessoal sério e tenho certeza de que vai dar certo'', disse, otimista.
Um dos possíveis investidores é o próprio Nascimento, que possui uma indústria do ramo metalúrgico e elétrico em Jaguariúna, no interior paulista. Outros possíveis patrocinadores de peso podem ser a Empalux, que já estampa sua marca nas camisas paranistas, e o grupo gaúcho Taurus, fabricante de pistolas e equipamentos de segurança. ''Queremos no mínimo R$ 50 mil por mês'', afirma Oliveira.
Os conselheiros do Paraná Clube pensam mais alto. Querem montar uma equipe que brigue pelo título estadual. ''É o que eles dizem, mas eu sou mais realista. Mesmo assim, será formado um time muito bom'', ponderou Oliveira.
Os dois negociadores paranistas preferem não se pronunciar por enquanto. Querem primeiro fechar o negócio oficialmente para depois comentar o assunto.


