Futsal londrinense promete temporada melhor para 2006
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sábado, 05 de novembro de 2005
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Em 2006, Londrina terá dois times no Campeonato Paranaense de Futsal da Chave Prata (Segunda Divisão): o Colégio Londrinense, que vem disputando a competição há dois anos foi 3º colocado em 2004 e 7º este ano , e o Grêmio Futsal/Medcom, que ascendeu este ano à Chave Prata ao conquistar o vice-campeonato da Bronze. E quais serão as aspirações das duas equipes? Fazer apenas um bom papel no campeonato, tentando chegar a uma semifinal, ou buscar mesmo subir à divisão especial, a Chave Ouro, na qual a cidade já foi bem representada em épocas anteriores e chegou inclusive a obter títulos do Campeonato Estadual?
A proposta do Grêmio Futsal é a mais arrojada, apesar do time ter sido montado apenas este ano e ter disputado a Bronze somente com jogadores da casa atletas adultos que não têm o futsal como profissão. A intenção do técnico e coordenador de esportes do clube, Nelson Zaminelli, é montar uma equipe que suba já no ano que vem para a Chave Ouro, com um orçamento anual de R$ 250 mil. ''Precisamos entrar na competição para tentar ficar entre os dois primeiros, senão não vale a pena entrar. E vamos fazer isso com um investimento semelhante ao do time de Matelândia (finalista da Prata)'', afirmou. A equipe do Oeste tem folha mensal de R$ 25 mil.
Zaminelli, que durante muitos anos treinou equipes daquela região e subiu com o Cascavel para a Primeira Divisão na década de 90, diz que Londrina precisa voltar a ''pensar grande'', seguindo o exemplo das cidades do Oeste e Sudoeste. ''Os técnicos e dirigentes daqui precisam reciclar suas idéias e investir. Estamos muito domésticos e acomodados, achando que dá para competir com pouco recurso e com equipes juvenis, como vêm fazendo o Ibiporã e o time do Londrinense'', comentou o treinador do Grêmio.
Para tentar mudar esse panorama, Zaminelli assegurou que irá montar um time com ''chances reais de subir'' e que já tenha uma base formada e estrutura para poder disputar a Chave Ouro em 2007. O técnico deverá ser Wilton Santana, que durante muitos anos trabalhou no Iate Clube e entre 1999 e 2001 foi o treinador do LEC/Aguativa na Chave Ouro. A equipe tinha como referência na época atletas londrinenses que hoje estão na Itália, como Marcinho, Marcelo, Serginho e Luciano Puzzi. Como agora não terá mais à disposição jogadores como eles, formados por Santana nas escolinhas do Iate, o técnico deverá recorrer a atletas de outras cidades do Paraná que já estejam jogando juntos.
Para que o time cumpra o seu objetivo, Zaminelli prevê a necessidade de treinamento em dois períodos, com jogadores ''acostumados com o ritmo profissional''. ''Acho melhor trazer uns oito a nove jogadores de fora, mas que coloquem o futsal como prioridade, do que trabalhar com atletas de Londrina que acabam ficando divididos entre a família, o trabalho e os treinamentos'', observou.
Recursos Sobre os patrocinadores que o time precisará ter para bancar uma despesa mensal de R$ 25 mil na Chave Prata, Zaminelli disse que já tem a garantia de um grupo de empresas que arcará com R$ 15 mil. ''Faltariam então R$ 10 mil por mês, o que teremos que ir atrás. Mas vamos apresentar um projeto e também pleitear junto à Fundação de Esportes a metade da verba destinada ao futsal masculino da cidade, que este ano foi para a equipe do Londrinense'', avisou.
Desde o ano passado a verba anual destinada à modalidade vem sendo de apenas R$ 60 mil. Já chegou a ser de R$ 240 mil em 2002, quando o Londrina Futsal disputou a Chave Ouro e a Liga Nacional.


