Um mês. Esse é o tempo que a Fundação de Esportes e a Associação Londrinense de Futsal têm para decidir o futuro do futsal londrinense, representado atualmente pela equipe Londrina/AABB.
Em novembro termina a parceria com a empresa de materiais esportivos Dalponte, de Veranópolis (RS), que garante a equipe londrinense na Liga Nacional. Há dois anos, a Dalponte utiliza sua cota de participação na competição que é patrocinada por um conglomerado de empresas, responsáveis pela escolha de seus representantes para o time de Londrina.
E, mesmo diante da péssima campanha do Londrina/AABB no Nacional o time ficou entre os últimos da competição , a Dalponte demonstrou interesse em renovar o acordo. ''Estamos bastante satisfeitos, conquistamos muito mercado em Londrina e no Paraná. Não estamos questionando a qualidade técnica da equipe e a decisão está nas mãos do pessoal de Londrina'', disse, em entrevista para a Folha, Jaime Luiz Walker, gerente de relações esportivas da empresa.
Porém, a situação não parece estar muito próxima de um final feliz. A Fundação de Esportes de Londrina deve propor o mesmo repasse deste ano, no valor de R$ 200 mil anuais, e também com o foco direcionado para a fomentação da modalidade na cidade. ''Não vamos montar uma equipe competitiva para a Liga Futsal. Deve haver uma reestruturação na modalidade e nossa meta é investir nas categorias de base'', explicou o diretor técnico da fundação, Ariobaldo Frisseli.
O supervisor do Londrina/AABB, Luis Fernando Hasegawa, já adiantou que Londrina deve ficar de fora da Liga Nacional em 2004 caso essas condições forem confirmadas até o fim do mês. ''Tínhamos R$ 300 mil no ano passado e agora tivemos R$ 200 mil neste ano. Acho inviável esse dinheiro para participarmos do Nacional, o Paranaense, os Jogos da Juventude e os Jogos Abertos'', afirmou.
Segundo Hasegawa, a atual proposta daria apenas para a disputa do Estadual. ''Diferente de outras modalidades, nosso Campeonato Paranaense começa em abril e termina em dezembro. Sem o investimento da iniciativa privada e com esse valor (de R$ 200 mil anuais) a gente não vai para a Liga.''

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