Campeão da Liga Futsal em 2006, o time feminino de Londrina planeja voltar a disputar a principal competição da modalidade do País em 2013. Ausente há dois anos, a equipe precisa voltar a integrar o quadro de participantes do torneio para não correr o risco de perder sua vaga. Pelo regulamento, uma agremiação pode se licenciar um ano do campeonato e as londrinenses já usaram este "direito" em 2011. Sem patrocínios, o time ficou novamente fora em 2012, mas desta vez emprestou sua vaga ao Paraná Clube/Dom Bosco, de Curitiba.
Mas a volta à ativa não é tão simples quanto parece. Muito pelo contrário. Para poder reativá-la, a diretoria terá que apresentar novamente um projeto para o edital do Fundo de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), que será publicado pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL), somente em janeiro. Em 2012, a verba do Feipe disponível para o futsal feminino era R$ 80 mil/ano. Para o ano que vem, o montante deverá ser mantido.
Mais do que isso, além de ter o seu projeto aprovado, a supervisora da equipe Vanda Sanches espera a diminuição do valor da contrapartida para que o projeto se torne viável novamente. "É uma esperança que temos, não só eu como as outras modalidades também", afirma. Para ela, o ideal é que a contrapartida seja de 30%.
Para tentar viabilizar o projeto, Vanda diz já ter feito o pedido da redução a assessores do prefeito eleito Alexandre Kireeff. "Tivemos já algumas conversas e foi um dos assuntos que abordei", conta ela. "Não critico (100% de contrapartida), até porque acredito que as modalidades não podem depender só de dinheiro público, mas o que os times conseguiram este ano de apoio privado? Fora as faculdades, a iniciativa privada de Londrina apoia muito pouco", reclama.
A ideia de Vanda é aproveitar no ano que vem boa parte das jogadoras formadas nos times de base, os únicos mantidos após o corte de patrocínios em 2009. "A gente tem observado que a maioria das 15 equipes da Liga Futsal têm times com médias de idade baixas, na casa dos 20 anos", observa a diretora. Atualmente, o projeto Bolsa Escola atende cerca de 150 meninas em alguns polos espalhados pela cidade. Aproximadamente 20% delas são aproveitadas nos times de competição.
Outro fator que pode ser positivo para o crescimento do futsal feminino e pode ajudar a reestruturação das equipes é a boa performance da seleção brasileira nos últimos anos, com a conquista de três mundiais – ainda extraoficiais, sem a organização da Fifa (o último foi conquistado domingo, contra Portugal). "Não acredito que só a conquista seja suficiente. A Liga precisa voltar a ser forte e para isso seria fundamental também o apoio da TV, que atrai o investidor", finaliza a diretora londrinense.

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