De um lado Falcão, Lenísio, Franklin, Tiago e outros craques da seleção brasileira de futsal. Do outro, jogadores menos conhecidos como os pivôs Diego e Felipe, o ala Rodrigo Point, o goleiro Adriano e o fixo Rodrigo. Eles se enfrentarão hoje, às 20 horas, no Ginásio Moringão, em Londrina, num amistoso muito esperado pela torcida norte-paranaense, entre o Colégio Londrinense/FEL e a Malwee/Jaraguá-SC, atual tricampeã brasileira. Os organizadores esperam um público de 4 mil pessoas.
Os catarinenses, que têm como técnico Fernando Ferreti, estão fazendo uma excursão pelo interior do Paraná e ontem à noite estiveram em Palotina. Hoje jogam em Londrina e amanhã em Ivaiporã.
Os atletas do Londrinense ainda não sabem qual a fórmula para tentar segurar o forte ataque da Malwee, que tem uma artilharia de dar inveja aos outros clubes. ''Na verdade, eles concentram quase toda a seleção brasileira. Seria melhor se esses jogadores estivessem mais espalhados pelas outras equipes, mas poucas têm condições de contratar, como a Malwee. Para eu, que sou goleiro, tenho que ter atenção redobrada para não tomar gol quando do outro lado está um Falcão ou um Lenísio'', comentou o goleiro Jonatan Melo, 22 anos, recém-contratado pelo Londrinense junto à Agel/Garibaldi-RS.
Segundo Jonatan, quando o goleiro está diante de craques, sempre tem que esperar que na hora da finalização ''eles vão inventar alguma coisa''. ''Pode ser um drible, uma carretilha, só o que não acontece é de soltarem o chute direto'', comentou. Apesar de novo, Jonatan é o atleta do Londrinense que mais vezes enfrentou Falcão, pois sempre atuou por times da Liga Futsal. Já defendeu as três equipes de Caxias do Sul: Enxuta, Juventude e UCS. Nesta última, disputou cinco Ligas entre 1999 e 2006. ''Para mim, sempre foi um privilégio e um 'problema' jogar contra esses craques'', afirmou.
O outro goleiro do elenco, Adriano, 21 anos, ainda não enfrentou Falcão, mas sabe da dificuldade para evitar os gols do ala: ''Quando um beque que chega cara a cara com o goleiro é mais fácil, porque normalmente ele solta a bomba. Já quando é um craque, ele sempre vai tentar deslocar ou driblar o goleiro''.
O capitão do Londrinense, Rodrigo Point, 26, jogou seis vezes contra Falcão, duas pela Liga (defendendo o Londrina Futsal, em 2002, e a Ulbra-RS, em 2000) e quatro vezes pelo Unoesc/São Miguel do Oeste-SC. ''Tivemos o azar de cruzar com a Malwee dois anos seguidos na semifinal do Catarinense (2003/04). O que pude sentir nestas ocasiões é que o Falcão é diferenciado dos demais não só pela habilidade individual, mas principalmente pela personalidade. Quando a gente endurecia a partida e ela estava empatada, ele chamava o jogo para si e decidia'', testemunha Point.
Para o pivô Diego, 23, ''apesar de ser um espetáculo'', o amistoso precisa ser encarado como se fosse um outro jogo. ''Temos que nos apresentar bem diante da nossa torcida e tentar vencer. E se estivermos atrás, temos que manter a calma, não entrar no desespero'', receitou.

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