Olá, amigos do Esporte! Cada vez que lembro do Cafu escalando a mesinha com a ajuda do Pelé e do Josef Blater para receber a taça de pentacampeão, não consigo segurar o sorriso. É realmente muito bom ser pentacampeão, coisa que nenhuma outra seleção mundial será pelo menos nos próximos oito anos. Mas, e daí? E nosso futebol velho de guerra, que é bom dentro de campo, continua dando lições de desorganização fora dele.
Esta desorganização, somada à crise mundial que se abateu sobre o esporte deixa nossos clubes à beira da falência. Nossos clubes têm que se virar para sobreviver e alguns deles, como o Flamengo, o de maior torcida do Brasil e, quem sabe, do mundo, estão, financeiramente, com um ''pé na cova''. Muitas dívidas e pouca receita.
Os times do Paraná também ficam à espera de melhores dias, que permitam, por exemplo, ao Atlético, não ter que se desfazer de Kléberson. Ao Coritiba, de não passar pelo vexame de ter seu patrimônio colocado como garantia de dívidas. Ao Paraná Clube não ter mais que passar pelo corredores da justiça trabalhista para discutir os reclames de seus jogadores que abandonam o clube por causa de salários atrasados. O Londrina, humilhado, a propor e quase implorar por parcerias de todos os tipos. O Malutrom, a ameaçar desistir de disputar a segunda divisão do Brasileirão porque não recebe verbas.
É certo que grande parte de tudo é culpa dos próprios dirigentes, mas é inegável que a crise econômica mundial afetou também o futebol. Na Itália, clubes de tradição como a Lazio e a Roma foram ameaçados de desfiliação caso não paguem as dívidas. E não dá para comparar, por exemplo, a receita da Lazio com a do Atlético Paranaense. Enquanto o atual campeão brasileiro receberá menos de R$ 5 milhões de cota pelos seus direitos de televisão neste segundo semestre, o time italiano recebe quase cinco vezes mais. E nenhum deles teria dinheiro para ficar com Kléberson. Que fazer? Vou voltar a este assunto na próxima semana.
E o Brasileirão? Faltam menos de 20 dias para começar o Brasileirão. Como já está se tornando tradição, até agora não se sabe ao certo quais serão os times que participarão. Os clubes do Paraná lançam promoções e carnês de ingressos, numa atitude louvável e que deveria ser copiada em todo o País, mas como o torcedor pode aderir se essa bagunça sempre acontece?
Tênis paranaense O tênis brasileiro teve um crescimento muito grande graças ao ótimo desempenho do catarinense Guga. O tênis paranaense está indo no embalo. Parabéns a Alexandre Bonato, campeão brasileiro em Brasília, Bruna Colósio, campeã de duplas em Campos do Jordão, Marina Chiarelli, campeã brasileira até 18 anos em Brasília e Gabriela Zilioto vice-campeã brasileira em Brasília no final de semana passado. Tem mais gente, é claro, mas estes centralizam os parabéns e por colocarem o tênis paranaense em evidência.

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