Imagem ilustrativa da imagem FUTEBOL PAULISTA<br>SANTOS<br>Peixe vence no sufoco



Se no mercado de transferências o Santos foi o clube brasileiro que mais gastou - cerca de R$ 47 milhões nas compras de Leandro Damião e Lucas Lima -, em campo, pelo menos por enquanto, a equipe segue bem econômica. Pouco futebol, falta de emoção, escassez de gols. Porém, assim como foi durante quase todo o ano passado, Cícero resolveu a favor do Peixe. Contra o Ituano, no Novelli Júnior, o Peixe teve atuação bem apagada, mas conseguiu a vitória por 1 a 0 nos acréscimos do segundo tempo, em cobrança de falta do camisa 8 santista.
Com um gol por jogo neste Paulistão, o Alvinegro caminha a passos lentos para o tento 12 mil, que está a nove bolas na rede de sair.
Se os placares têm sido magros, o futebol apresentado em 2014 não fica atrás. A economia de bola é fruto, principalmente, da ausência de armadores. Sem Montillo e com três volantes (Cícero não é um armador) e três atacantes, o Santos saía com muita dificuldade da defesa para o ataque em Itu. A conexão era feita muitas vezes com lançamentos, quase todos interceptados pela defesa. Arouca e Cícero bem que tentaram, mas criar não é a deles.
Do outro lado, o Ituano marcou em cima e dificultou ainda mais a saída de bola alvinegra. O Galo criou mais chances, chegou a mandar bola na trave e deu muito trabalho a Aranha, o melhor do Peixe em campo. Se os donos da casa tivessem categoria para finalizar, o resultado seria outro. Não é exagero dizer que o resultado foi injusto.
Qualquer análise após 20 dias de trabalho no ano é prematura, mas o começo não anima. E mais: a falta de meias preocupa. Apostar todas as fichas em Lucas Lima é um risco, que pode custar caro em um time que gastou muito e se reforçou pouco. A tendência é evoluir, com mais entrosamento, preparo físico e Damião em campo. Contudo, por enquanto, o Peixe deixa a desejar


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