Se a vitória do Londrina sobre o Cruzeiro por 1 a 0 em amistoso ontem no estádio do Café foi boa para o time e deixou a todos satisfeitos, para um jogador em especial ela teve um gostinho ainda mais saboroso. Dono de uma relação de amor e ódio com o torcedor, Celsinho foi o grande nome da partida. Correu e lutou muito, comandou o meio-campo, criou chances e fez o gol da vitória de falta. O Mito ou C10, como é chamado por parte da torcida, deixou o campo ovacionado e começa 2015 em lua de mel com o torcedor.
Após o jogo, o camisa 10 não se deixou empolgar com o triunfo e deixou claro que o resultado não pode ser motivo de empolgação no elenco para a disputa do Paranaense. "É impactante para os adversários, mas para nós jogadores isso não pode, em momento algum, subir ou influenciar em alguma coisa. Você bater um bicampeão brasileiro é lógico que tem uma importância muito grande, mas não podemos deixar que suba para a cabeça para o Estadual", cobrou.
Ele ressaltou a diferença que é enfrentar uma equipe da qualidade do Cruzeiro, que joga aberta e deixa o adversário jogar, ao contrário do que o time deve enfrentar em boa parte do Estadual: jogos truncados, contra equipes que se limitam a marcar. "O nosso Estadual é totalmente diferente do que a equipe do Cruzeiro, que joga e deixa jogar. Nosso Estadual não permite isso, a não ser os grandes. O que temos que ter é os pés no chão, ter a ombridade e humildade de saber que essa partida é importante para impactar os adversários, mas para nós que sirva de exemplo para entrarmos bem no Estadual", avisou, voltando a cobrar seriedade.
Celsinho frisou que, apesar da boa atuação, Há muito o que melhor e que o time terá essas duas próximas semanas para corrigir os problemas detectados para a estreia, dia 1º, diante do Foz do Iguaçu, no Café.
"Acho que falta ainda alguma coisa. Temos ainda algum tempo de treinamento. Falta alguma compactação, um movimento tático, técnico e temos que trabalhar. Agora, o peso da vitória em cima de um Cruzeiro causa muita expectativa na cabeça das pessoas e não podemos deixar que suba nas nossas", comentou.

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