Imagem ilustrativa da imagem FUTEBOL NACIONAL<br>Adeus, grande Gylmar




Gylmar dos Santos Neves, um dos maiores goleiros da história do futebol, descansou. Aos 83 anos e tendo sido bicampeão do mundo com a Seleção (1958 e 1962) e com o Santos (1962 e 1963), Gylmar não resistiu após lutar por uma semana para se recuperar de um infarto e morreu ontem, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
Além do problema no coração, Gylmar também estava hospitalizado com o diagnóstico de infecção sistêmica (em grande parte do organismo) e infecção urinária. O ex-goleiro já não falava e não tinha os movimentos de 40% do corpo por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sofrido em 2000.
- É uma tristeza muito grande perder um amigo. Sabia que ele não estava bem, e chega uma hora que acontece. É um momento bastante triste - lamentou o ex-ponta-esquerda Pepe, que jogou com Gylmar no Santos e na Seleção.
Gylmar foi dono da meta brasileira por 16 anos, tendo estreado com o time canarinho em 1953 e se aposentando em 1969. Esse período significou a marca de 104 jogos defendendo a Seleção. Só Gylmar e mais dez jogadores superaram 100 partidas pelo Brasil. Até hoje, ele é o único goleiro ter sido campeão do mundo duas vezes.
- Eu vi Barbosa, Oberdan (Cattani) e Castilho, mas o Gylmar foi o maior de todos . completou Pepe.
Nascido em Santos, Gylmar se profissionalizou pelo Corinthians em 1951, após passar a juventude no Jabaquara. No entanto, depois de uma discórdia no Timão, ele se transferiu para o Santos de Pelé, em 1962, onde repetiu com o Rei o sucesso já obtido na Seleção.
- O futebol brasileiro está de luto. Depois do De Sordi, agora o Gilmar, jogadores que fizeram com que os torcedores brasileiros sentissem orgulho. Meus pêsames à família deste que foi um dos maiores goleiros do Brasil de todos os tempos . disse o presidente da CBF, José Maria Marin, que decretou luto de três dias e lembrou do lateral-direito, falecido no sábado.


Trajetória de Gylmar nos clubes Jabaquara Nascido em 1930, Gylmar chegou ao Jabaquara, pequeno clube de Santos, com 15 anos e ficou por lá até os 21. Corinthians O goleiro foi parar no Timão através de uma transferência curiosa: ele foi o contra-peso da ida do meia Ciciá ao time da capital. Defendeu a meta do Corinthians por dez anos, vencendo três Paulistas e dois Rio-São Paulo. Deixou o clube porque o médico queria forçá-lo a fazer infiltrações no cotovelo para jogar. Santos Chegou ao Peixe já como campeão do mundo pela Seleção. Conquistou duas Libertadores e dois Mundiais pelo time de Pelé, além de quatro Taças Brasil, título que acabou sendo unificado com o Brasileirão. Parou em 1969.
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