Futebol feminino tenta ganhar fôlego
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sábado, 23 de maio de 2009
Julio Cesar Lima<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O futebol feminino paranaense inicia dentro de duas semanas, ainda sob a sombra da falta de recursos e patrocínio, mais um Campeonato Estadual adulto, que dá ao campeão uma vaga na Copa do Brasil. Mesmo com trabalho de formação de atletas, alguns clubes ainda sofrem com problemas financeiros, fato comprovado no arbitral ocorrido na última sexta-feira, na Federação Paranaense de Futebol (FPF), quando apenas quatro equipes compareceriam: Novo Mundo, Jaborá, Batel de Guarapuava e Colombo. Existe ainda a possibilidade de Maringá e Foz do Iguaçu se inscreverem na competição. Esse número é inferior ao do ano passado, quando além desses clubes (com exceção de Foz) participaram Londrina, Vila Fanny, Bola de Ouro e São José.
O diretor de Futebol Feminino da FPF, Leônidas Filho, diz que a entidade tem procurado alternativas para tentar reduzir esses problemas. Mas ele reconhece que a situação é difícil. "Desde o ano passado nós isentamos os clubes da taxa de inscrição e também as arbitragens tiveram seus valores um pouco abaixo de outras categorias para não onerar muito os clubes", explica.
Segundo ele, o calendário prevê um campeonato Sub-17 a ser realizado no segundo semestre, em parceria com a prefeitura de Curitiba, o que deve dar novo ânimo aos clubes. "Teremos uma participação maior de algumas equipes que apostam na base", afirma.
O Coritiba é um desses times. O clube contratou a comissão técnica do Vila Fanny, além de algumas atletas, e se prepara para o Sub-17. Em 2010, deve voltar ao torneio adulto. "Algumas atletas foram convidadas para jogar no Coritiba e também por outros clubes", diz Manoel Pereira, o Caçapava, da comissão técnica alviverde.
Já o time de Colombo espera uma campanha melhor que a de 2008. Com um total de 20 atletas, a maioria criada na base do clube, o time recebe um apoio do município em suas viagens. Os destaques são a meia Tita, que defende o time há quatro anos, além da meia Elisângela, a goleira Chris e a capitã Vania. "Algumas equipes profissionalizaram o futebol e isso se reflete em campo, mas vamos lutar bastante mesmo sabendo que é uma disputa difícil", afirma a técnica Velmari Pacheco Teixeira.
Em Maringá, a participação do clube ainda depende do aval da Secretaria de Esportes, envolvida com os Jogos Abertos nacionais. "Precisamos aguardar uma resposta da prefeitura antes de confirmar nossa equipe", lembra o técnico Edson "Lambari" Lima.


