São Paulo - O sonho da conquista da medalha de ouro olímpica nunca esteve tão perto das garotas da Seleção Brasileira de Futebol, que em Atenas querem acabar com a sina do quarto lugar posição em que ficaram em Atlanta/96, na estréia da modalidade em Olimpíadas, e Sydney/2000.
Roseli, Rosana, Maravilha, Grazi e Maycon, da seleção, foram apresentadas ontem como novas patrocinadas da Topper. As cinco estão muito satisfeitas com o técnico Renê Simões, com quem trabalham há apenas quatro meses. Quando chegou, o treinador fez uma brincadeira com todas as atletas: deu uma bolinha de tênis para cada uma, simbolizando o sonho olímpico.
''A minha está na bolsa. Porque se eu esquecer a bolinha é como se esquecesse também o sonho olímpico'', diz a meia Maycon. Mais do que sensibilidade para trabalhar com mulheres, Renê deu mais profissionalismo aos treinos do grupo.
''Essa é a melhor Seleção em que já joguei. O Renê deixa a gente muito à vontade e trabalha muito nossa parte psicológica'', cita Roseli, a mais experiente do time, com 34 anos 17 dedicados à seleção. ''Joguei nas outras duas Olimpíadas e acho que o grupo está muito mais preparado desta vez. Chego a ficar arrepiada quando o professor faz a preleção. Nunca trabalhei com um técnico tão profissional'', emenda a atleta, que se despede do time brasileiro após a competição grega.
Outro ponto importante que o treinador trabalha é a parte física. ''O Renê conhece bem como trabalham as seleções européias e por isso está trabalhando muito nosso condicionamento físico. Com aplicação tática e técnica, vamos estar preparadas para o ouro'', acredita a goleira Maravilha, de 31 anos.
As meninas sentem falta apenas da companheira Milene, que jogou o Mundial/2003, mas não foi convocada para os Jogos Olímpicos de Atenas. ''Ao contrário do que muitos pensavam, ela não se sentia uma estrela. Sempre procurava ajudar as companheiras e até arrumou um time para duas brasileiras na Espanha'', elogia Maravilha.
Mais do que a consagração, o ouro olímpico garantiria emprego para várias atletas, que vivem se desdobrando para continuar nos gramados.

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