Futebol corre risco de deixar Olimpíada
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quarta-feira, 09 de setembro de 2009
Jamil Chade<br> Agência Estado 
Genebra - O sonho brasileiro de ganhar uma medalha de ouro olímpica no futebol pode acabar ironicamente no Rio. A Fifa se reúne no dia 28 de setembro, na cidade, para finalmente decidir se retira ou não o esporte do programa da Olimpíada, 100 anos após sua primeira aparição no evento. O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Fifa estão em guerra desde a Olimpíada de Pequim, no ano passado, por causa do tema.
De um lado, clubes europeus não querem liberar jogadores profissionais para os Jogos Olímpicos. Em Pequim, os brasileiros Diego e Rafinha, além do argentino Messi, causaram polêmica em seus clubes por terem defendido suas seleções. O Barcelona acabou aceitando liberar o argentino, com a promessa de que ele não seria convocado para nenhum outro amistoso em 2008.
O COI luta pela manutenção do futebol, já que garante renda e público aos Jogos Olímpicos. Mas não admite que o torneio se transforme num campeonato de juniores. A Fifa, por outro lado, não quer que a competição faça concorrência a seus próprios campeonatos e tire a atratividade da Copa do Mundo ou da Copa das Confederações.
Desde 1992, o futebol olímpico é disputado por jogadores com menos de 23 anos e cada seleção tem o direito de levar três atletas com idade superior. Para tentar acalmar os dirigentes e defender seus próprios interesses, a Fifa sugeriu que apenas atletas com menos de 21 anos atuassem na Olimpíada. Mas os clubes europeus alertam que isso não seria suficiente, já que muitos contam com jovens entre 18 e 21 anos e que teriam de liberá-los de todas as formas.
Jacques Rogge, presidente do COI, enviou uma carta ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, pedindo que uma decisão seja tomada com rapidez para que Londres possa se preparar para uma eventual Olimpíada, em 2012, sem o futebol. Necessitamos saber com urgência, avisou o dirigente.


