O maior jejum de vitórias em eliminatórias de toda a história. Clubes decadentes e cheio de dívidas. Uma federação nacional em grave crise institucional. Se o futebol brasileiro vive um momento ruim, o Chile, adversário de domingo do time de Luiz Felipe Scolari em Curitiba, passa por uma situação muito pior.
Em campo, a seleção chilena não conseguiu vencer nas últimas oito vezes que atuou pelas eliminatórias para a Copa de 2002. Nunca antes esse país ficou tantas partidas sem sair com a vitória em qualificatórios para Mundiais.
Com a possibilidade de ficar na lanterna do atual classificatório, o Chile despenca no ranking elaborado mensalmente pela Fifa.
Depois da Copa-98, quando perdeu nas oitavas-de-final para o Brasil, o Chile ocupava o 15º posto na lista elaborada pela entidade mundial. Hoje, é o 37º colocado.
Desesperada pelos resultados ruins, a federação chilena, assim como fez a CBF, já trocou duas vezes de técnico nas eliminatórias.
No futebol local, o Chile também agoniza. Na última Libertadores, por exemplo, nenhum time do país conseguiu passar da segunda fase.
Com resultados ruins, os times e a própria federação vivem em estado de penúria. Até o aluguel pelo estádio utilizado pela seleção nas eliminatórias não foi pago.
Além de tudo isso, o Chile ainda precisa aguentar escândalos dos jogadores mais jovens. No último Mundial sub-20 da Argentina, oito jogadores do país foram presos em um prostíbulo antes de um jogo da competição.
O comando da federação não aguentou a situação e aumentou a crise no mês passado, quando Mario Mosquera renunciou ao cargo de presidente da entidade que controla o futebol do país.

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