O Fluminense, vestido de laranja, esteve muito distante do futebol que jogava a equipe que inspirou o uniforme, a Holanda de 1974. E o Botafogo não perdoou, enfiando 3 a 0, mantendo a possibilidade de brigar por vaga na semifinal do Carioca.
Não seria um exagero afirmar que o Tricolor entrou em campo certo que não teria problema ara vencer os reservas do adversário. Aliás, Renato Gaúcho já havia avisado que clássico é sempre clássico, lugar comum que é uma realidade. Assim, o que se viu foi um Alvinegro aplicado taticamente, sabendo aproveitar as oportunidades que criou, e um Fluminense lento e previsível, num dia em que Conca esteve irreconhecível, que Fred voltou a perder pênalti e que Walter não viu a cor da bola, que era branca.
Logo, se a torcida do Botafogo - parabéns aos que acreditaram no time e foram ao Maracanã ver o baile - pediu olé, a da equipe das Laranjeiras só fez vaiar. Como havia prometido, o técnico Eduardo Húngaro mandou os comandados atacarem, e a vitória começou aos 31 minutos do primeiro tempo, quando Henrique apanhou rebote de Bruno e colocou à direita: 1 a 0.
Aos 20 minutos da etapa derradeira, Jorge Wagner - que havia acabado de entrar - chutou, e o filme se repetiu: Bruno rebateu e Henrique finalizou: 2 a 0. Aos 22, Junior Cesar cruzou e o argentino Bolatti pegou de primeira, à esquerda: 3 a 0. Aos 44, Dankler desviou pancada de Chiquinho com a mão esquerda, mas Helton Leite defendeu o pênalti, cobrado por Fred.
É, tem dia que dá tudo certo para um lado e tudo errado para o outro. Bolatti - fluente no português - e Henrique saíram como destaques do Botafogo. E o Fluminense, no conjunto da obra, só falou holandês.
Ninguém entendeu


Imagem ilustrativa da imagem FUTEBOL CARIOCA<br> FLUMINENSE 0 X 3 BOTAFOGO<br>Baile pré-carnaval
mockup