Muito se fala que o futebol deixou de ser paixão e virou um negócio. Porém, apesar do discurso bonito para uma palestra motivacional, no papel a grande maioria dos mandachuvas dos clubes brasileiros ainda não colocou isso em prática e toca o time na base da paixão, delegando poderes a gente descapacitada pela simples ligação da pessoa com o clube ou com o próprio cartola, ou mesmo para não ter um custo mais elevado com alguém que seja um verdadeiro executivo do futebol.

"Passei pelas duas fases. Fiquei 17 anos no Paraná Clube e no Pinheiros. Tinha meu trabalho e no final da tarde ia ao clube ver o que estava acontecendo. Hoje, o futebol exige dedicação integral. O futebol é dinâmico e exige decisões dinâmicas. Não dá para esperar para mais tarde", afirmou o executivo de futebol da Ponte Preta, Ocimar Bolicenho, que já presidiu o Paraná Clube, trabalhou no Santos e no Atlético Paranaense e comanda a Associação Brasileira de Executivos de Futebol (Abex Futebol).

Exemplos de amadorismo no trato do negócio futebol não faltam. Um jogador que não foi registrado da forma correta, o planejamento errado, a falta de tato para capitalizar com a marca do clube, entre outros, podem jogar um ano de trabalho fora e até mesmo causar prejuízos irreparáveis, muito maiores do que o salário de um profissional capacitado.

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