Oviedo - Seis representantes do futebol brasileiro, campeão de cinco Copas do Mundo, receberam ontem em Oviedo (norte da Espanha) o prêmio Príncipe de Astúrias dos Esportes. A seleção brasileira foi premiada pelo júri da Fundação Príncipe de Astúrias por causa dos ''valores de integração social e o sentido de cidadania que transformam este esporte numa paixão compartilhada por todo o povo brasileiro''.
O responsável pela entrega do prêmio, em uma cerimônia de gala celebrada no teatro Campoamor da capital do principado de Astúrias, foi o príncipe Felipe de Borbón. Em nome da seleção pentacampeã mundial compareceram o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Texeira, os capitães Bellini (58), Carlos Alberto Torres (70) e Dunga (94), além dos treinadores Carlos Alberto Parreira e Zagallo.
Felipe de Borbón afirmou que a Fundação que leva seu nome quis recompensar o futebol brasileiro, que ''é um fenômeno que vai além do aspecto esportivo''. ''O futebol no Brasil é um sentimento'', acrescentou o herdeiro da coroa espanhola.
O fato curioso ficou por conta de Zagallo, que teve que receber sua insígnia de premiado mais tarde porque os prêmios haviam esgotado. O técnico recebeu as desculpas do príncipe da Espanha.

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