Futebol até debaixo dágua
PUBLICAÇÃO
domingo, 20 de setembro de 1998
Luiz Claudio Oliveira 
O fim de semana foi de glória para o futebol. Do Hemisfério Norte ao Hemisfério Sul, debaixo de sol ou debaixo de muita água, a bola rolou bonita e radiante, feliz por ser tocada por hábeis pés. No sábado, foram três espetáculos dignos de encher de esperança até os mais pessimistas. Ontem, mais uma chuva de gols, numa sucessão de goleadas.
Comecemos pelo nosso quintal. Aliás, um quintal encharcado por muitas e muitas horas de chuva que não pára de cair sobre Curitiba. O jogo Paraná Clube e Vasco da Gama, que poderia facilmente encher a Vila Capanema teve menos de cinco mil heróis que ousaram desafiar os ditames da natureza. Estes não devem ter se arrependido.
O Vasco da Gama é um time acertado que, mesmo desfalcado, não é fácil de ser batido. Joga unindo marcação dura com muito talento. Mas os tricolores entraram em campo demostrando uma motivação pouco vista em times paranaenses nesta temporada. Trocaram bem a bola e jogaram com garra, com uma vontade imensa de vencer.
A vitória paranista, que esteve ameaçada pois o Vasco havia empatado e jogava com um homem a mais, veio no minuto final, com a bela cabeçada do volante Hélcio. O gol foi um misto de categoria, sorte e determinação, o que não deixa de ser um resumo das atuações deste Guerreiro da Vila.
Em Campinas


