Futebol americano na quadra do Zerão
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de junho de 2009
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Esporte conhecido no Brasil principalmente por causa dos filmes juvenis norte-americanos, o futebol americano ganha adeptos em Londrina. Semanalmente, um grupo de atletas reúne-se em uma da quadras do Zerão para treinar a modalidade que, além da força física, exige também muita estratégia dos praticantes.
As aulas são promovidas pelo Centro de Cultura e Estudos de Artes Marciais Kaiko, que oferece o treinamento a alunos pagantes e também a crianças e jovens carentes integrantes do projeto social ''Lutando para ensinar''.
Em quadra, a diversidade dos jogadores londrinenses em nada lembra o estereótipo dos ''populares'' atletas dos filmes vespertinos da televisão. Estudantes, profissionais de áreas distintas e até mesmo atletas que participam da campeã equipe de sumô do Kaiko enfrentam-se na disputa de território para marcar os pontos, ou''touchdowns''.
O treinador Gabriel Faedrich explica que o time em campo é composto por 22 jogadores, divididos entre defesa e ataque, que revezam-se de acordo com o andamento do jogo. ''Por isso, uma equipe pode ter até 44 atletas, contabilizando os reservas.''
Ele compara o jogo a uma batalha. O objetivo básico é invadir o campo do adversário e defender o território próprio, através de jogadas combinadas e movimentos que extrapolam a simples contenção física. Os avanços são contabilizados através de jardas, que dividem o campo em espaços de aproximadamente um metro. Ao ganhar terreno suficiente, marcam-se os pontos que conduzem o time à vitória.
Resistência física, agilidade, velocidade, concentração e capacidade de entrosamento são algumas das habilidades desenvolvidas pelo esporte. O Kaiko, de acordo com o treinador, já formou um time principal, masculino, batizado de Red Tiger. Serão formados também uma equipe feminina e times nas categorias mais jovens.
Atualmente, 75 atletas participam dos treinos realizados aos domingos de manhã na quadra atrás do anfiteatro do Zerão. ''Entre eles, 45 são carentes'', lembrou o fundador da associação Kaiko e instrutor de artes marciais, Cassiano Joaquim Gomes.
Batalhando para formar a União Londrinense de Futebol Americano (ULFA), que credenciará a equipe para participar de campeonatos, Gomes ressalta que a maior dificuldade é comprar o uniforme, que inclui também equipamentos de proteção como capacete, shoulder (armadura), calças acolchoadas e a taça (protetor genital).
Ele destacou também que o centro resolveu trabalhar o futebol americano para despertar interesse nas crianças e jovens carentes em situação de risco. ''Os esportes tradicionais dos projetos sociais são muito comuns'', opinou. A seleção das crianças e jovens é feita através da análise do histórico escolar e o nível de renda. Além desses requisitos, o aluno deve participar de campanhas de prevenção às drogas e conscientização sócio-ambiental.
Serviço: Interessados em participar das aulas podem procurar o Centro de Cultura e Estudos de Artes Marciais Kaiko, na Rua Natal, 532, fone 3323-9097. Alunos não carentes pagam uma taxa mensal de R$ 20,00.


