Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo e Fernandinho; Bernard, Oscar e Hulk; Fred. Esse foi o time que o técnico Luiz Felipe Scolari mandou a campo no fatídico 8 de julho de 2014, no Mineirão, para disputar a semifinal da Copa do Mundo. Após os 7 a 1 para os alemães e o maior vexame do futebol brasileiro, apenas um jogador daquela equipe sobreviveu e mantém a titularidade na Seleção, agora comandada por Dunga. É o meia Fernandinho. Dias após passar por mais um momento de decepção e cobrança, a eliminação da Copa América diante do Paraguai, o londrinense afirma que é hora de rever conceitos e tirar proveito dos erros, cobranças e frustrações para reerguer a Seleção e o futebol brasileiro. Em entrevista ao Grupo Folha, o volante do Manchester City também revela um desejo antigo: defender as cores do Londrina.

Pior safra
Alguns comentaristas esportivos tacharam a safra atual da seleção brasileira como a pior de todas. "Eu particularmente não fiquei nada feliz com essa afirmação. Acho que cada um tem sua opinião, temos que respeitar. Claro que ficamos muito tristes com isso. Eles foram jogadores e sabem da pressão que existe. O que nos resta agora é trabalhar, tentar sair dessa situação difícil e buscar os resultados positivos já nos próximos jogos que tivermos. Temos uma competição muito importante cujo objetivo é classificar para a Copa e depois buscar o titulo. Não vai ser fácil. O que nos resta é trabalhar para melhorar".

De olho no Tubarão
Por mais que esteja longe, Fernandinho não perde os laços com Londrina. E ele revela que sempre que pode, fica de olho ou ouvido ligado no Tubarão. "Acompanho pela internet. Tive a sorte de assistir um jogo do Londrina pela TV no Paranaense. O jogo contra o Guarani (pela Série C) escutei pelo rádio. Procuro acompanhar, pois é o time da cidade, cresci vendo jogar. Ia no estádio, assistia aos jogos. Tenho uma carinho, uma simpatia grande", revelou.
Essa simpatia toda leva o camisa 5 da seleção brasileira a ver despontar nele um desejo interessante para o torcedor alviceleste: envergar a camisa 5 do Londrina num futuro próximo.
"No futebol tudo é possível. Quando fui pra Europa, fiz uma projeção de ficar dez anos e eles já se completaram. Estou talvez no principal momento da minha carreira. Jogando em um grande clube, servindo à seleção brasileira e em um momento físico muito bom. Acho que consegui atingir o ápice da minha carreira. Talvez a voltar ao Brasil, poder jogar no time da muinha cidade, vai ficar pra mais tarde. Quem sabe na série A, daqui três anos? Mas seria bem legal poder jogar na tua cidade, perto da sua família, dos seus amigos, poder compartilhar as experiencia que vivi com os jogadores novos do clube. Quem sabe!", deixou no ar.

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