São Paulo, 01 (AE) - O Manchester, dos craques David Beckham, Andy Cole e Dwight Yorke, não assusta tanto os palmeirenses quanto a diferença de 12 horas entre São Paulo e Tóquio. Para evitar problemas de adaptação no Oriente, a comissão técnica do clube decidiu que a equipe vai embarcar cerca de 15 dias antes da decisão do Mundial Interclubes, dia 30 de novembro, com a possibilidade de fazer uma preparação nos Estados Unidos ou na Itália, antes de chegar ao Japão.
O mais provável é que os brasileiros fiquem quatro dias em Los Angeles. "Seria uma etapa inicial de adaptação ao fuso horário", afirma o preparador físico Paulo Paixão. Existe também a possibilidade de a delegação palmeirense hospedar-se em Parma, no centro de treinamento da equipe local. Dirigentes do clube italiano já ofereceram o espaço para os brasileiros. A última hipótese seria ir para Lima, capital do Peru.
Entre os jogadores, trocar o dia pela noite não é uma tarefa fácil, mesmo para os mais experientes. "Fico enjoado, com dor de cabeça", afirma o atacante Euller, que já viveu no país. Para Arce, que em 1996 disputou a final do Mundial pelo Grêmio, os primeiros dias em solo japonês atrapalham o sono e afetam a disposição. "Você dorme mal, acorda fora de hora e parece estar sempre cansado", destaca o lateral paraguaio.
O atacante Paulo Nunes, seu antigo companheiro no clube gaúcho
também se preocupa com as influências do fuso, mas garante que, em dois dias, já se acostuma ao novo horário. "Já fui umas sete vezes ao Japão e é sempre assim", conta. Segundo Paulo Zograib, fisiologista do Palmeiras, o tempo de adaptação é maior. "Pelo menos dez dias são necessários", diz. "É claro que cada pessoa é afetada de formas variadas."
Nos próximos três meses, nenhuma preparação física diferenciada será adotada. No fim de outubro, todos os jogadores passarão por uma pré-avaliação, que vai definir o trabalho individual a ser seguido no Japão. A avaliação final será feita no dia 12 de novembro, às vésperas do embarque.

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