As fortes rajadas de ventos dos últimos dias em Sydney e as variações de temperatura são os únicos fatores que preocupam o tenista Gustavo Kuerten a cinco dias de sua estréia nos Jogos Olímpicos de Sydney. Depois de quatro dias de treinos na Austrália, Guga ainda tenta se adaptar ao clima e ao fuso horário, com 14 horas de diferença em relação ao Brasil. Ontem, o dia começou com oito graus de temperatura, subiu a 17 quando Guga iniciou o treino de duas horas na quadra 5 do Tennis Centre e estava em 21 graus quando o brasileiro retornava à vila olímpica. ‘‘Tecnicamente o Guga está bem, a prioridade agora é a adaptação ao clima’’, disse Larri Passos, técnico do jogador.
As repentinas mudanças dos ventos podem ser um aliado da equipe australiana, que conta com Lleyton Hewitt, Mark Philippoussis, Patrick Rafter, Andrew Ilie e a dupla Mark Woodforde e Todd Woodbridge. Segundo Patrick Rafter, 14º colocado na Corrida dos Campeões – ranking que contabiliza os melhores resultados do ano – e 19º na lista das últimas 52 semanas, as rajadas podem trazer dificuldades, mas serão uma vantagem para os australianos, que estão acostumados a jogar nessas condições.
Rafter treinou ontem pela primeira vez no Tennis Centre, em companhia de Andrew Ilie. A necessidade de concentrar forças para ganhar a medalha de ouro é tão grande que Rafter fez as pazes com Philippoussis e os dois vão dividir um quarto na vila olímpica.
Gustavo Kuerten tem bom conceito em Sydney, mas os australianos, até por sentimento patriótico, estão convictos que as medalhas vão ficar com os tenistas do país. Hewitt, Philippoussis e Rafter estão colocados entre os 20 melhores tenistas do mundo tanto na corrida dos campeões como no ranking de entrada. Outro favorito a medalha de ouro é o russo Marat Safin, ganhador do Aberto dos Estados Unidos.

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