''A fusão entre Londrina Esporte Clube e Roma Esporte Apucarana está 90% fechada''. Para quem ainda duvidava de uma união entre os dois clubes, a afirmação do presidente do clube apucaranense, João Vilson Antonini, o Kiko, tirou qualquer ponto de interrogação. Os dois times vão mesmo se unir e o negócio deve ser fechado até amanhã.
Kiko passou toda a tarde de ontem reunido com os seus dois sócios, o paulista Vítor Nasser e o apucaranense Sérgio Kowalski. Ele interrompeu a reunião, que começou na hora do almoço e invadiu a noite, para confirmar à Folha, por telefone, de São Paulo, que o acerto está prestes a acontecer. ''A proposta do Londrina mexeu demais comigo, com a minha cabeça. O Vítor também está empolgado, mas ainda existem umas reticências'', contou o empresário.
A reticência a que ele se referiu atende pelo nome de Sérgio Kowalski. Por ser de Apucarana, o empresário ainda não digeriu a idéia, por isso a reunião entre os três foi tão demorada. ''Ele vai se reunir com o prefeito, com os sócios dele na empresa, mas acredito que não haverá problema'', apostou Kiko.
O aval de Kowalski é a única coisa que falta para que o martelo seja batido. Tanto que os procedimentos legais já estão sendo tomados. Peter Silva, presidente do Londrina, já consultou a CBF e ontem à tarde, segundo um funcionário da Federação Paranaense de Futebol (FPF), ele se encontrou a portas fechadas com o presidente Onaireves Nilo Rolim de Moura, na sede da entidade.
E para a tristeza do torcedor mais tradicional e conservador, não há outra saída: os clubes têm mesmo que seguir os passos de Adap e Galo e oficializar uma fusão. É a única forma de manter as vagas na Série C do Campeonato Brasileiro deste ano e a Copa do Brasil de 2008, graças ao título da Copa 100 Anos em 2006. ''Se não for assim, a CBF não aceita. Senão, o Iraty entra na Justiça e ganha as vagas, afinal ele é o vice-campeão'', disse KIko. ''Desta forma, teria que arrumar um cantinho para colocar o Roma no nome, senão a CBF não aceita. Não sei dizer se vai ter rejeição, mas os torcedores querem ver o time em condições melhores''.
Além dos torcedores, Kiko e seus sócios enfrentarão outra barreira bem mais forte para concretizarem a fusão. O presidente do Conselho Deliberativo, Fábio Theóphilo, já adiantou que é contra a fusão e convocou os interessados para uma espécie de sabatina na reunião do conselho na próxima terça-feira. ''É óbvio que o Conselho não aprova mudança de nome e nenhum tipo de fusão, mas recepciona todos os que querem contribuir com o Londrina. Pedimos ao Peter que leve o senhor Kiko à reunião de terça-feira, pois queremos saber em que termos ele poderia ajudar o Londrina'', cobrou Theóphilo. ''Somos contra a disputa da Série C com o nome do Roma. Temos que arrumar outra alternativa'', enfatizou.
A reportagem não conseguiu localizar Peter Silva ontem. Ele deve se pronunciar oficialmente sobre a fusão amanhã. Na terça-feira, ele confirmou que o acerto estava próximo, mas negou que seria uma fusão.

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