Johannesburgo - Para escapar da forte marcação paraguaia, a Espanha tratou de trabalhar e aprimorar, ontem, aquilo que ela tem de melhor: o toque de bola e a movimentação. Depois de eliminar Portugal nas oitavas de final, na Cidade do Cabo, os espanhóis avisaram que, se jogassem neste sábado como fizeram no segundo tempo daquela partida, a vaga na semifinal estaria bem encaminhada.
Apesar de um meio de campo com qualidade e um atacante finalizador e artilheiro - Villa já mandou a bola para as redes em quatro ocasiões -, o setor ofensivo do time ainda tem sido alvo de desconfiança dos torcedores. Em quatro jogos, foram cinco gols marcados - pouco para quem também conta com Fernando Torres, um atacante que de elogiado passou a receber críticas por suas últimas atuações.
Nesta sexta, seus companheiros resolveram o proteger. ''Acredito que ele esteja acostumado a esse tipo de situação (de pressão), mas ele está relaxado e sabe que amanhã (sábado) terá outra oportunidade'', disse Fábregas.
O técnico Vicente del Bosque também fez questão de proteger e dar respaldo ao atacante. E lembrou que o italiano Paolo Rossi começou mal o Mundial de 1982 e depois deslanchou. ''Tomara que seja assim. Estamos confiantes de que o Fernando nos ajude a ser os melhores''. (D.A.B./A.E.)

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