Curitiba - Embalado pela invencibilidade de seis partidas, o Atlético busca contra o desesperado Corinthians, no Pacaembu, às 17 horas, a consolidação da vaga na Copa Sul-Americana. Já o Timão precisa vencer em casa para sair da zona do rebaixamento.
Se no Furacão o sonho de voltar a disputar a Libertadores foi praticamente deixado de lado, a manutenção da boa campanha sob o comando de Ney Franco é o objetivo a ser cumprido nesta reta final do Brasileiro. Até porque uma vitória hoje praticamente confirmaria a presença do clube na Sul-Americana, um prêmio de consolação para um time que viveu altos e baixos no campeonato. Se conquistar os três pontos, o Rubro-Negro ainda ajuda o Paraná, que tem nos paulistas um dos principais rivais na luta contra a queda para a Série B.
Tarefa que não será fácil, diante da necessidade corintiana de vencer a qualquer custo, e contra no mínimo 30 mil torcedores. Ainda mais com a provável ausência do zagueiro Antônio Carlos, que deve ser substituído por Rogério Correa, e pela suspensão de Valencia, que cede lugar a Alan Bahia. Dois desfalques que comprometem o sistema defensivo atleticano, que só levou um gol nas últimas seis partidas. ''Para o lugar do Valencia temos boas opções e ainda ficamos no aguardo da situação do Antônio Carlos'', desconversa o treinador.
Franco deve manter Alex Mineiro como opção para o segundo tempo, a exemplo do que fez nos confrontos com Cruzeiro e Grêmio. Cuidado justificado pela falta de ritmo do atacante - ainda sem condições físicas para atuar uma partida completa -, apesar da expectativa do torcedor, ansioso para ver seus dois principais ídolos, Alex e Ferreira, atuando lado a lado. Algo que pode não acontecer no ano que vem, já que o artilheiro segue nos planos do Palmeiras e o meia já foi sondado pelo Fluminense, que tenta incluir Soares na negociação.
Já a torcida corintiana deve ver em campo seus dois novos xodós, Lulinha (que pode estar de malas prontas para o Chelsea) e Bruno Bonfim. Titulares na derrota para o Flamengo, que aprofundou a crise no Timão, os dois foram substituídos na segunda etapa por Héverton e Arce. Mas o técnico Nelsinho Batista deve escalá-los desde o início.
Já Iran e Zelão são fortes candidatos a deixar a equipe. Criticado publicamente pelo goleiro Felipe depois de perder a bola para Roger no gol da virada flamenguista, o ala deve ceder seu lugar a Amaral, que pouco jogou neste Brasileiro. Na zaga, é quase certo o retorno de Fábio Braz, que cumpriu suspensão contra os cariocas. Outra alteração, esta por motivo de contusão, acontece na cabeça-de-área, onde Carlos Alberto será substituído por Vampeta ou Bruno Octávio.
Contando com os seis pontos que ainda disputa em São Paulo, onde enfrentará também o Vasco, na penúltima rodada, o Timão tenta manter os nervos no lugar. ''Não existe motivo para desespero. Dependemos apenas da gente e, para isso, precisamos fazer nossa lição de casa'', resume Gustavo Nery.

mockup