Curitiba - Em partida marcada pelas semelhanças entre as duas equipes, foi a maior competência atleticana nas finalizações que fez a diferença. Sem vencer há quatro jogos, tanto Palmeiras quanto Atlético-PR precisavam dos três pontos para ganhar um pouco mais de tranquilidade para a sequência do campeonato.
Enquanto no time da casa a aposta de Caio Júnior, cada vez mais ameaçado, era a volta de Edmundo, Antônio Lopes foi bastante ousado nas alterações. Sem contar com Erandir, o delegado abandonou o esquema com três zagueiros e alterou bastante o meio-campo. André Rocha e Tiago cederam seus lugares para Valencia e Cristian, Gustavo foi a surpresa na zaga e Edno ficou com a responsabilidade de acionar os atacantes.
Com quatro alterações em relação à última partida, o Furacão demorou a engrenar e só criou a primeira chance em cobrança de falta de Edno - muito longe do gol -, aos sete minutos. Antes disso, coube ao zagueiro Gustavo, o do Palmeiras, a melhor oportunidade de abrir o placar. Mas as duas equipes pareciam mais preocupadas em não perder e o jogo se concentrava no meio-campo.
O Palmeiras abusava das jogadas aéreas, nunca aproveitadas pelo estreante atacante Max, e conseguia no máximo acumular escanteios - foram 17 em toda a partida. Mas a tarefa de marcar gols deve ficar para o ex-atleticano Rodrigão, novo reforço dos paulistas.
E enquanto Edmundo era vigiado de perto por Alan Bahia, o lateral-direito Paulo Sérgio passou por quatro defensores e quase marcou um golaço aos 24 minutos, exigindo boa defesa de Guilherme, novamente um dos destaques do Atlético. No lance seguinte, Nen acertou o travessão e, seis minutos depois, Gustavo salvou o Atlético quando Danilo ia marcando contra. Mas, aos 34, Edno fez a diferença. Depois de rápida troca de passes com Alan Bahia e Alex Mineiro, o meia entrou sozinho na área, driblou o goleiro e apenas empurrou para as redes. O Palmeiras partiu com tudo para o ataque e só não empatou porque Guilherme fez duas excelentes defesas em chutes de Max e Michael.
Precisando da virada, o time da casa voltou para o segundo tempo com Caio no lugar de Edmílson, desmanchando o 3-5-2. Tática que quase deu certo já aos dois minutos, com Pierre exigindo nova intervenção do goleiro atleticano.
Pressionados por sua própria torcida, os donos da casa abusavam dos erros nos passes e o Furacão tinha o contra-ataque a seu dispor. E foi em um deles que, aos 15, Alex Mineiro assumiu a vice-liderança na artilharia, com cinco gols. Depois de receber entre os zagueiros, o atacante apenas tocou por cima, na saída de Diego Cavallieri, para ampliar o placar.
O Furacão quase aumentou cinco minutos depois, quando Dênis Marques acertou a trave e a bola rebateu nas costas do goleiro antes de sair para escanteio. E o travessão salvou novo gol de Alex Mineiro, aos 34. Luís ainda quase diminuiu, de peito, e Alan Bahia perdeu o terceiro gol ao receber passe perfeito de Alex, fechando o jogo e, quem sabe, a história de Caio Júnior no Verdão.

EM SÃO PAULO

Palmeiras 0

Diego Cavallieri; Nen, Edmílson (Caio) e Gustavo; Paulo Sérgio, Pierre, Martinez, Michael (Rick) e Valmir; Edmundo (Luís) e Max. Técnico: Caio Júnior

Atlético Paranaense 2

Guilherme; Nei, Danilo, Gustavo e Michel; Valencia, Alan Bahia, Cristian (Valber) e Edno (Dinei); Alex Mineiro e Dênis Marques (André Rocha). Técnico: Antônio Lopes

Árbitro: Álvaro Azevedo Quelhas (MG)
Estádio: Palestra Itália
Público: 17.552
Gols: Edno aos 34 minutos do 1º tempo; Alex Mineiro aos 15 minutos do 2º tempo

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