Curitiba - Ser o mandante na equilibrada disputa do Brasileiro significa ter vantagem. Menos para o Atlético Paranaense. Nas duas vezes que atuou na Arena, o Furacão foi derrotado e perdeu pontos preciosos e hoje, às 16 horas, o time rubro-negro que soma apenas um ponto na competição sabe que, se pretende sair da vice-lanterna, necessita fazer valer o fator casa contra o Atlético Mineiro. A vitória é tida como obrigação.
Sem ela, os defeitos da equipe vieram à tona e entre eles, a instabilidade. ''Espero que o time tenha competência de fazer o resultado e administrar. Não temos jogado tão mal assim. Concordo que o primeiro tempo com o Vitória foi muito abaixo (derrota de 2 a 0 na estréia), mas fizemos um bom jogo depois com o Náutico e com o Flamengo, mas tivemos alguns vacilos. Temos pecado dentro do jogo'', analisou o técnico Geninho.
Para usar a Arena como aliado, o time aposta no apoio incondicional da galera que verá em campo, mais um garoto no time: o zagueiro Carlão, 19 anos - comemorado ontem. Assim como Raul, Chico e Patrick, Carlão é 'cria' do CT do Caju. O jogo com o Galo é a estreia do defensor que se destacou na campanha do inédito vice-campeonato da Taça São Paulo de Juniores. Uma estreia inesperada. No momento da distribuição dos coletes no coletivo da última sexta-feira, o jogador contou que demorou para 'cair a ficha' de que Geninho o havia escolhido para substituir Rhodolfo, poupado com dores no joelho.
''Ele estava dando os coletes para o time titular e jogou um para mim. Eu nem acreditei que era eu. Até pensei que não era. E ele me perguntou: 'não quer jogar não''', disse, surpreso.
No lugar de Rafael Miranda que não joga por questões contratuais, entra Julio dos Santos e na frente, Wesley e Patrick, brigam pela vaga, com mais chances para o primeiro.
A equipe do Galo não foi definida por Celso Roth que fez mistério. A zaga contudo deve ter mudanças, pois Marcos e Leandro Almeida estão vetados e Welton Felipe e Werley devem ser os titulares.

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