Curitiba - Tudo parecia bom demais para ser verdade e agora, justamente na reta final do Brasileirão, o Atlético terá que passar por um teste de fogo, principalmente fora de campo, para chegar ao bicampeonato. Além da ausência de Dagoberto, o clube enfrenta essa semana duas denúncias de irregularidades nas partidas realizadas na Arena da Baixada. Caso seja punido, o Furacão terá que pagar pesadas multas e pode perder até três mandos de campo.
Os maiores problemas do técnico Levir Culpi começaram no início da semana. O treinador já vinha reclamando das arbitragens e de um possível complô contra o Rubro-Negro no Brasileirão, quando viu um de seus mais importantes atletas, o atacante Dagoberto, contundir o joelho esquerdo em um lance no clássico diante do Paraná Clube. Ele passará a semana fazendo trabalhos leves, para desinchar o local da lesão, para então se submeter a uma cirurgia, que o afastará dos gramados por cinco meses, de acordo com previsão do departamento médico do clube.
Na sexta-feira, o Atlético será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) devido a um torcedor que jogou rolos de papel higiênico no gramado. Denunciado pelo procurador Paulo Smith, do STJD, a diretoria do Furacão terá que provar que respeitou as medidas de segurança para evitar o incidente. Apesar de poder usar imagens gravadas da tevê do dia da partida, contra o Atlético Mineiro, no dia 2 de outubro, Smith adiantou que o clube pode ter vantagem se comprovar que tomou as providências necessárias contra o torcedor imprudente. A multa para este caso varia de R$ 50 mil a R$ 500 mil, mais a perda de um a três mandos de campo.
Ontem, o Procon-PR notificou o Atlético, baseado em denúncias de torcedores, sobre o número de ingressos cedidos para o Paraná Clube no clássico de domingo. A diretoria atleticana teria repassado 1.040 ingressos dos 17 mil colocados à venda ao Tricolor, quando o Estatuto do Torcedor e o Regulamento do Brasileirão prevê uma cota de 10% de tíquetes ao time adversário.

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