O londrinense Orestes "Furacão" Betran disputa neste sábado a 33ª edição do Cage MMA, em Helsinque, na Finlândia. O evento é um dos mais importantes da Europa e reúne lutadores de várias partes do mundo.
"Furacão", de 32 anos, encara o finlandês Janne Elonew-Kulmala no penúltimo combate da noite, que terá dez no total. Será a primeira luta do londrinense em 2015. Orestes sofreu uma séria lesão muscular na coxa, que o afastou dos octógonos durante três meses. Apesar do período sem lutas – a última foi em maio de 2014 –, Furacão acredita que está muito bem preparado para o novo desafio.
"Talvez, possa sentir um pouco a falta de ritmo. Mas, nunca estive tão bem preparado na questão física. Tenho conseguido abaixar bem também o meu peso", frisou. O londrinense, que pela primeira vez estará nesta competição, compete na categoria peso galo, até 61,5 quilos.
No MMA desde 2001, Orestes defende um cartel de 16 vitórias e apenas quatro derrotas. Nas últimas oito semanas, o lutador reduziu o peso de 75 quilos para os atuais 63. "Como três fatias de pão por dia, ovo e muito peixe. De manhã, de tarde e de noite", revelou. "Carne vermelha faz mais de um mês que não sei o que é".
Betran afirmou ter estudado bem as características do adversário e garantiu que está pronto para anular seus pontos fortes. "Ele tem a base do jiu-jítsu e do wrestling, muito semelhante a luta greco-romana. Então, tenho que evitar a luta agarrada", frisou. Kulmala acumula 12 vitórias e quatro derrotas na carreira.
Especialista no boxe e no jiu-jítsu, "Furacão" revelou que tem buscado uma diversificação no seu estilo de luta para dificultar a ação dos adversários. "Procuro ter um estilo mais livre e ser o mais completo possível. Por isso, tenho treinado com atletas do boxe, do jiu-jítsu, do MMA. Quanto mais alternativas de golpe você tem, mas difícil fica para o oponente".
Depois de morar três anos no Canadá, onde pôde melhorar seu nível técnico e abrir portas dentro do MMA, Betran hoje consegue viver do esporte, mas ressalta que ainda existe muita resistência e dificuldade para se conseguir apoio. "Nestes anos todos sempre representei Londrina, mas nunca tive respaldo do poder público. Felizmente, hoje consigo me dedicar aos treinos. Me mantenho com os cachês que recebo pelas lutas, do patrocínio de alguns amigos e pelas aulas na academia", finalizou.

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