Furacão cede empata e Corinthians respira
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segunda-feira, 05 de novembro de 2007
Fábio Hecico<br> Agência Estado 
São Paulo - Foi sofrido, dramático, desesperador, mas enfim o Corinthians conseguiu sair da zona de rebaixamento. Depois de 43 dias e sete rodadas de angústia entre os quatro piores colocados do Campeonato Brasileiro, o Corinthians, enfim, pode respirar um pouco. Com um gol de Finazzi nos acréscimos, o time conseguiu um empate por 2 a 2 diante do Atlético Paranaense, no Pacaembu, e, beneficiado pela derrota do Goiás, no sábado, passará a semana entre as equipes que hoje ficariam na elite do futebol nacional em 2008.
O resultado foi festejado como conquista de campeonato pelas circunstâncias do jogo, mas não pode se transformar em euforia. A próxima rodada da competição é complicada e de vital importância na árdua caminhada para evitar o maior vexame dos seus 97 anos de história.
O Corinthians visita o Goiás, um de seus principais adversários na parte debaixo da tabela, e hoje o primeiro da zona de degola, com um ponto a menos (41, assim como o Paraná, diante de 42 dos corintianos). Ganhar significa ter condições de, no dia 25, contra o Vasco, poder escapar da amedrontadora Série B. Um empate não é de todo ruim, desde que o Paraná não vença o Botafogo, no Engenhão, no sábado.
Ontem, sabendo dos resultados do dia anterior, o Corinthians entrou em campo com a possibilidade de subir três colocações: era o 18º colocado. Bastava vencer, algo em que todos apostavam.
O time partiu com tudo para o ataque, abrindo logo o marcador, com Betão, em apenas três minutos de bola rolando.
O dia de festa quase se transformou em tragédia na etapa final, quando Danilo, aos 7, e Alex Mineiro, aos 39, ambos de cabeça, viraram. A torcida cantou e acreditou. Felipe foi ao ataque e acertou uma cabeçada rente à trave. Logo depois, em jogada do boliviano Arce, Finazzi empatou e fez o Pacaembu explodir de alegria.
Felipe
Algumas grandes e difíceis defesas e a quase marcação de um insólito gol de cabeça nos minutos finais foram a demonstração do goleiro Felipe de que ele ainda almeja salvar o Corinthians do rebaixamento. Envolvido em polêmica com alguns companheiros durante a semana - bateu boca com o zagueiro Fábio Ferreira e o lateral-direito Iran após o segundo gol do Flamengo, na quarta-feira, que determinou a derrota por 2 a 1 -, ontem ele não quis dizer nada. Parece determinado em não falar mais após os jogos, pois teme que a repercussão de suas palavras possam atrapalhar.
Para a torcida corintiana - na sexta-feira pediu um pouco de calma do camisa 1 -, porém, o goleiro segue como principal ídolo. Mais uma vez o nome cantado com mais intensidade foi justamente o seu. ''Felipe, Felipe, Felipe'', gritaram os mais de 27 mil torcedores presentes ao Pacaembu, reconhecendo o esforço.
Alguns companheiros, como Betão, fizeram questão de provar estar em harmonia com o goleiro. Aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o Corinthians ainda vencia por 1 a 0, Jancarlos cobrou falta perigosa e Felipe voou para espalmar para escanteio. Imediatamente foi cercado e cumprimentado. Até mesmo por Fábio Ferreira e Iran. Betão foi além, e deu abraço apertado, numa espécie de ''obrigado pela defesa''.
EM SÃO PAULO
Corinthians 2
Felipe; Fábio Ferreira, Zelão e Betão; Iran (Vampeta), Moradei, Carlos Alberto (Arce), Lulinha, Dentinho e Gustavo Nery; Finazzi. Técnico: Nelsinho Baptista
Atlético Paranaense 2
Viafara; Rhodolfo, Rogério Corrêa (Evandro) e Danilo; Jancarlos (Roberto), Claiton, Alan Bahia, Netinho e Michel; Ferreira e Marcelo Ramos (Alex Mineiro). Técnico: Ney Franco
Árbitro: Wagner Tardelli (Fifa-SC)
Estádio: Pacaembu, em São Paulo
Gols: Betão aos 3 minutos do 1º tempo; Danilo aos 7, Alex Mineiro aos 39 e Finazzi aos 47 minutos do 2º tempo


