Furacão busca US$ 30 milhões para ampliar Arena
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terça-feira, 02 de outubro de 2007
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Mario Celso Petraglia quer fazer do Clube Atlético Paranaense um dos melhores times do Brasil. Os sonhos e os projetos do presidente do Conselho Deliberativo do clube aparecem em cada detalhe da Nova Arena. Petraglia conseguiu em 12 anos transformar o patrimônio do clube num dos mais desejáveis do Brasil. Apesar de ser o 17º time em arrecadação neste Campeonato Brasileiro, o Atlético não deixou para trás dívidas e está com todas as contas pagas. Agora, planeja conseguir US$ 30 milhões para o término do seu estádio.
A maquete apresentada aos conselheiros mostra uma arena com capacidade para 41.375 pessoas - todas sentadas em cadeiras. Câmeras de vídeo estão instaladas em cada ponto do novo projeto - que conta ainda com portas de segurança, corredores largos, elevadores e escadas de emergência. O projeto foi cuidadosamente desenvolvido com base nas determinações da Fifa para estádios que queiram sediar a Copa do Mundo 2014.
As obras ainda não irão começar. Tudo dependerá de Curitiba ser escolhida como uma das sedes da Copa. Mas o projeto, segundo o presidente do Conselho Gestor do Atlético, João Augusto Fleury da Rocha, será colocado em prática de qualquer jeito.
O tempo previsto para o término das obras é de 18 meses. Os recursos poderão ser obtidos através de parcerias de marketing e de empresas interessadas em promoção da marca. ''Estamos no Brasil acostumados com times que trabalham com a política da falência. Eles estão sempre no vermelho para tentar ser campeões, mas não investem no futebol. Nós conseguimos fazer em 12 anos um excelente trabalho de investimentos e não nos descuidamos do futebol, tanto que fomos campeões do Brasileiro, vice na Libertadores e seis vezes do Paranaense durante o período'', lembrou Fleury.
A nova Arena será multifuncional. Ela está sendo desenvolvida para ser um grande complexo de futebol (que seria a âncora do estádio), mas também de eventos culturais, educacionais e de lazer. O estacionamento terá 1,9 mil vagas e o local reservado (com acesso à internet) para a imprensa comportará mais de dois mil jornalistas. Os restaurantes terão atendimento 24 horas. Os torcedores poderão ter acesso ao estádio por quatro pontos distintos - um em cada lateral.
Junto com o projeto da nova Baixada, a diretoria inaugurou também as novas instalações do antigo Centro de Treinamento do Caju - agora nominado como Centro de Excelência Alfredo Gottardi. ''Não é mais um centro de treinamento. Teremos centros de treinamento em todo o Brasil. Aqui teremos agora um local onde se concentra a inteligência esportiva, os métodos necessários para termos uma equipe com condições de render mais'', ponderou o professor Antonio Carlos Gomes.
São oito campos profissionais e outro de treinamento de goleiros. Um equipamento está sendo monitorado para servir como piloto na substituição do treinador, que precisa chutar para o goleiro cerca de 2 mil bolas por semana.
Um mini-estádio com capacidade para 2 mil pessoas completa o estádio - que conta com dois hotéis e salas de convenção, lan house, centro educacional, restaurantes, lavanderia, piscina e centro de sa© úde. No restaurante, a comida é balanceada. Não existem frituras e a alimentação fornecida tem 36% menos de colesterol e 90% menos de óleo. A idéia é fazer com que a estrutura seja auto-sustentável. Pensando nisto, em novembro será ofertado o primeiro curso de formação de jogadores profissionais - aberto para todo o Brasil.


