Imagem ilustrativa da imagem Fundo de incentivo da FEL tem apenas 11 de projetos aprovados
| Foto: Gustavo Carneiro

Muitas modalidades esportivas de Londrina terão dificuldades financeiras nestes primeiros meses de 2020. Apenas 11% dos projetos apresentados foram habilitados pela FEL (Fundação de Esportes de Londrina) para receberam recursos públicos por meio do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos). A entidade promete publicar um novo edital, mas adverte que não serão feitas exceções nas regras impostas pela licitação pública.

Dos 96 projetos apresentados, apenas 11 foram habilitados, depois de terem sido apreciados pelo Conselho de Administração da FEL. A publicação das modalidades aprovadas foi feita no Jornal Oficial do município de quarta-feira (5). Aprovado no orçamento da cidade, o Feipe tem disponível um total de R$ 5.462.000,00 para serem investidos no esporte londrinense ao longo do ano. Em 2019, o valor total foi de R$ 5.739.000,00.

O Feipe é dividido em cinco programas: desenvolvimento do esporte adulto, formação esportiva da juventude, apoio às Ligas, esportes alternativos e esporte para pessoas com deficiências.

Para o diretor técnico da FEL, Claudemir Fattori, por se tratar de um processo licitatório não é possível interferir nas determinações do edital e qualquer campo não preenchido no cadastro já é motivo para a não habilitação. Fattori explicou que três pontos em comum foram determinantes para a reprovação da maioria dos projetos.

"Tivemos algumas mudanças no edital em relação ao ano passado e uma delas era apenas para citar um site ou rede social onde o projeto faria a prestação de contas. Muitos não preencheram este campo", afirmou. "Outro ponto foi que houve a inclusão de um mesmo treinador em modalidades diferentes. Não tem como um mesmo profissional dirigir duas modalidades ou equipes diferentes em uma mesma competição, por exemplo. Tivemos também a questão de uma contrapartida de algum profissional não pecuniária para a modalidade, mas que depois esta pessoa aparecia recebendo salários".

BUROCRACIA

Entre os projetos habilitados estão três propostos pelo Instituto Roberto Miranda, que trabalha com deficientes visuais. A instituição vai receber um total de R$ 86.500,00 para o desenvolvimento do judô, atletismo e goalball. "Realmente o processo poderia ser mais simplificado e menos burocrático, mas isso não é uma decisão da FEL e sim do jurídico do município", apontou o diretor pedagógico do instituto, Márcio Rafael da Silva.

O diretor ressaltou que este é o 12º ano que a entidade tem projetos aprovados pelo Feipe. "É claro que existem muitas dúvidas para todos, mas nós sempre procuramos a FEL para dirimi-las e fazemos a preparação da documentação com bastante antecedência".

O Ipec (Instituto Paranaense de Esporte e Cultura) representa várias modalidades e apresentou dez projetos, porém apenas dois foram habilitados: o atletismo adulto e da juventude. "O que temos hoje é que muitos dirigentes são profissionais de quadra e que não têm muita familiaridade com a burocracia exigida", comentou o presidente, Vagner Lopes. "No nosso caso houve uma interpretação diferente sobre o trabalho de treinadores em mais de uma modalidade. Reconhecemos o erro e vamos procurar corrigir".

Claudemir Fattori afirmou que a FEL proporciona capacitação e treinamento para os proponentes, e o último realizado foi em dezembro do ano passado. "Infelizmente a participação foi pequena", lamentou. O prazo para as modalidades não habilitadas recorrerem se encerra nesta sexta-feira (7) e a FEL tem previsão de abrir um novo edital na próxima semana.

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