Fundação mantém interdição do Café
Claudemir Scalone
De Londrina
A Fundação Municipal do Esporte de Londrina negou ontem a abertura imediata do Estádio do Café para que a Portuguesa Londrinense pudesse fazer dois amistosos nesta semana. O estádio, que está interditado desde o último dia 14 por problemas no gramado, deve ficar fechado por pelo menos mais 60 dias. A solução para o gramado começará a ser definida amanhã com o retorno das férias de Antônio Fernandes Schiavo, responsável pela troca da grama no ano passado.
O estádio não será liberado agora. Vamos conversar com o seo Antônio na quarta-feira, e ver se ele vai assumir a responsabilidade pela reforma do gramado, disse ontem à Folha, Pedro Sperandio Lopes, presidente da Fundação. Caso ele não assuma, a própria Fundação vai iniciar um trabalho paliativo que, no momento é a solução mais fácil, barata e rápida, completou Lopes, ressaltando que a Procuradoria Geral do Município ficará encarregada de tomar as providências jurídicas caso a empresa de Schiavo se recuse a executar a reforma que custou R$ 49 mil aos cofres da Prefeitura.
A Fundação decidiu seguir a segunda hipótese indicada no laudo elaborado por engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas que analisaram a grama do Estádio do Café, na semana passada: controlar as ervas daninhas com herbicidas e fazer capinas manuais para erradicar as pragas.
A interdição do Estádio do Café obriga a Portuguesa a se acertar com o Londrina para utilizar o Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) durante o Campeonato Paranaense. A Prefeitura deu o direito de uso do VGD ao Londrina por mais 10 anos.
Nos últimos dias Amarildo Vieira e Célio Guergoletto, coordenadores de futebol de Portuguesa e Londrina, vêm trocando farpas pela imprensa. Guergoletto diz que só cede o VGD à Lusa caso esta pague dívidas pelo uso do estádio em 1999. Amarildo, por sua vez, nega a dívida e diz que seu time é perseguido.
A solução desta polêmica está perto do fim. O presidente do Londrina, José Carlos de Castro Costa, o Zé Café, garante que não haverá problemas na cessão do VGD. A gente não vai se negar a nada. A Portuguesa tem alguns débitos do ano passado por uso do estádio, mas em nenhum momento fiz qualquer cobrança, afirmou Zé Café, referindo-se aos R$ 1.684,00 que a Lusa deixou de pagar em 1999. Conversei com o Manoel Ilídio (presidente do Conselho Deliberativo da Lusa) e vamos acertar da forma mais cavalheiresca possível, completou.
Manoel Ilídio Salgado admitiu a dívida, mas disse que ficou chateado pela forma como o problema foi colocado na imprensa. O valor é muito pequeno para um barulho tão grande. A Portuguesa reconhece o débito, mas não havia necessidade dessa polêmica. Era só alguém do Londrina ter nos procurado, afirmou. Segundo ele, o custo do aluguel do VGD poderá ser coberto pela TV que comprou os direitos de transmissão do Estadual.





