Fundação lembra 25 anos do Estádio do Café
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de agosto de 2001
De Londrina 
O aniverário de 25 anos do Estádio do Café, comemorado na última terça-feira, será lembrado hoje pela Fundação de Esportes de Londrina momentos antes do jogo Londrina x Criciúma. A entidade responsável pelo esporte amador da cidade e pela administração do estádio decidiu prestar uma homenagem a algumas pessoas que fizeram história da maior praça esportiva do interior paranaense com capacidade para 40 mil torcedores. O principal homenageado será Ademir de Barros, o Paraná, ex-ponta-esquerda do Londrina Esporte Clube. Paraná gravou seu nome na história do Estádio do Café ao marcar, de pênalti, o gol inaugural no dia 22 de agosto de 1976 num amistoso contra o Flamengo, de Zico e Júnior (que anotou o gol de empate de 1 a 1 da partida). O jogo teve público de 41.428 pagantes e renda de 857.720 cruzeiros.
Apesar do feito, em nenhum lugar do estádio há o registro do gol histórico marcado por Paraná. A Fundação se encarregou de trazer o ex-jogador a Londrina, que hoje mora em Sorocaba-SP onde dirige uma escolinha de futebol. A exemplo dos outros homenageados, ele receberá uma placa lembrando o feito e os 25 anos do estádio.
Apenas outros dois jogadores do Londrina que fizeram o jogo inaugural participarão da festa: o ex-meia Carlos Alberto Garcia e o volante José Rubens Bernardo, o Toquinho, os únicos residentes na cidade. Garcia, que está viajando, será representado pelo repórter da Rádio Paiquerê, Jair de Antônio Prata, o Tatinha. Serão homenageados ainda o ex-árbitro Afonso Vítor de Oliveira, o primeiro a apitar no Café, e o administrador do estádio e ex-goleiro do Londrina Zeferino Pasquini, que tem zelado pelo gramado do Café.
Construído em ritmo acelarado na administração do prefeito José Richa (MBD) para permitir a entrada do Londrina no Campeonato Brasileiro de 1976, o Estádio do Café custou à época 28 milhões de cruzeiro e significou um marco na vida do clube. Em seu terceiro ano de vida no início de 1978, o estádio recebeu seus maiores públicos e viu o então Tubarão assombrar o Brasil com uma campanha irreprensível no Nacional de 77/78 batendo Flamengo e Corinthians recorde de público com mais de 54 mil pagantes , entre outros, e chegar ao quarto lugar.
Ao trocar o acanhado VGD pelo Café, o Londrina adquiriu maioridade e conquistou dois títulos estaduais (1981 e 1992) e um nacional (Taça de Prata de 1980). O estádio, que chegou a ser judiado por show dos Menudos, duplas sertanejas, bingos e motocross, serviu de palco para um amistoso da Seleção Brasileira contra a Romênia, em 1993. O último grande evento foi o Torneio Pré-Olímpico de Futebol em janeiro e fevereiro do ano passado vencido pelo Brasil do técnico Wanderley Luxemburgo, que atuou na lateral-esquerda do Flamengo no jogo inaugural do estádio.
LONDRINA Paulo Rogério; Odair (Milton), Pontes, Arenghi e Fio; Dreyer (Toquinho), Sérgio Américo e Paraná; Carlos Alberto Garcia, William (Anderson) e Caldeira (Marco Antônio). Técnico: Danilo Alvim.
FLAMENGO Cantarelli; Júnior, Rondinelli, Jaime e Wanderley (Dequinha); Merica, Dende e Luis Paulo; Júnior Brasília (Luis César), Luizinho e Zico. Técnico: Carlos Froner.


