São Paulo - O Palmeiras esperava anunciar a contratação do atacante Hernán Barcos, da LDU, do Equador, até o final da semana, mas dois fatores podem atrapalhar a chegada do argentino pedido pelo técnico Luiz Felipe Scolari: as atitudes do vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e R$ 842 mil, que é a diferença do quanto o clube alviverde oferece para contratá-lo e o que os equatorianos querem.
No caso de Frizzo, o nome desejado pelo dirigente é Luís Caballero, do Olímpia. Frizzo até já fez uma proposta para o jogador de 21 anos, que gostou dos valores oferecidos. O problema, porém, é que Felipão já avisou que não quer saber do atacante, por considerá-lo uma aposta.
Enquanto isso, o presidente Arnaldo Tirone negocia com Barcos. O que está emperrando o negócio é que o Palmeiras oferece US$ 3,5 milhões (R$ 6,2 milhões) e os equatorianos querem US$ 4 milhões. A diferença dos valores, em reais, é de R$ 842 mil. O salário não é problema, pois o oferecido pelo clube brasileiro agradou bastante o jogador.
Mas Frizzo tenta a todo custo fazer o negócio fracassar. Quando indagado sobre o interesse do clube na contratação do atacante, o dirigente respondeu que ''o Palmeiras não era a Marinha para saber de barco''. A ''piadinha'' chegou aos ouvidos do jogador, que ficou chateado e surpreso com o descaso do dirigente.
Barcos tem também uma proposta do Oriente Médio, que pagaria US$ 8 milhões (R$ 14,2 milhões) ao LDU e ainda daria ao jogador um salário duas vezes maior do que o oferecido pelo time brasileiro. Além disso, a LDU fez uma proposta para renovar o contrato, que também o balançou. O jogador disse que pode definir nesta terça o seu futuro. O Oriente Médio não agrada. Apesar dos valores, Pirata, como é apelidado pela torcida do LDU, quer se manter em um mercado onde possa ter maior visibilidade.

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