Única seleção com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2002, a Argentina tem tudo para obter mais uma vitória hoje, às 21 horas, no Monumental de Núñez, contra o Equador, pela quinta rodada da competição. Além de contarem com o apoio da fanática torcida, os argentinos têm um forte aliado: o frio de Buenos Aires.
A previsão é que a temperatura esteja perto de zero grau, o que, com certeza, dificultará muito a vida dos equatorianos. Apesar de reconhecer que o frio pode atrapalhar, o técnico do Equador, o colombiano Hernán Darío Gómez, está preocupado é com os adversários. ‘‘A Argentina tem a melhor seleção do mundo, no momento. Porém, nem todos os dias são iguais e o Equador pode surpreender. Não vamos nos defender, porque desta forma levaríamos 14 gols’’, afirmou Gómez.
Já do lado argentino, o técnico Marcelo Bielsa discorda que sua equipe seja a melhor do mundo. Ele lembrou que, apesar de a Argentina estar liderando as Eliminatórias, com 12 pontos, nada está ganho.
Para atingir o seu objetivo, a Argentina terá apenas uma mudança, em relação à equipe que venceu a Colômbia por 3 a 1, mês passado, em Bogotá. O atacante Gabriel Batistuta está com um problema no joelho direito e é dúvida, inclusive, para enfrentar o Brasil, dia 26, em São Paulo. Seu substituto contra o Equador será Hernán Crespo. Já o zagueiro Ayala, os meias Verón e Aimar e o atacante Claudio López, que estavam gripados, foram liberados pelo departamento médico.
No Equador, a dúvida é o meia Alex Aguinaga, principal jogador do país, que luta para se livrar de uma lesão no joelho esquerdo, sentida contra o Brasil, em abril. Ele foi poupado dos últimos treinos, mas garante que estará em campo. Caso Aguinaga seja vetado, Chalá entrará na equipe, que está na quarta colocação nas Eliminatórias, com seis pontos.

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