O piloto alemão Heinz Harald Frentzen superou as dificuldades na Williams e venceu ontem o Grande Prêmio de San Marino de F-1. Severamente criticado pela falta de resultados nas três primeiras etapas do Mundial, o piloto chegou a ser alvo de especulações que o colocavam fora da equipe inglesa antes do final do campeonato.
‘‘Estou muito feliz. Após um difícil começo de temporada, me sinto com a alma lavada’’, afirmou Frentzen, que, até hoje, só havia subido ao pódio na F-1 uma vez - ficou em terceiro no GP da Itália de 1995, com a Sauber. Michael Schumacher e Eddie Irvine, da Ferrari, completaram a prova na segunda e terceira colocações, respectivamente. O líder do campeonato e favorito Jacques Villeneuve abandonou a corrida após 40 voltas, com problemas no câmbio de seu Williams, quando era o terceiro colocado. Ainda pontuaram Giancarlo Fisichella, Jean Alesi e Mika Hakkinen, resultado que embolou a classificação do Mundial. Nada menos que cinco pilotos somam dez pontos, contra 20 de Villeneuve e 14 de Schumacher.
Pouco antes da largada, a escolha de pneus gerou certa expectativa, pois havia chovido pela manhã em Ímola (Itália). Já no grid, porém, todos optaram pelos lisos, de pista seca. Na pole position, Villeneuve largou bem e manteve a ponta. Frentzen, porém, cedeu o segundo posto a Schumacher. A situação se manteve até a primeira rodada de pits.
Villeneuve parou na 25ª volta, mas o trabalho da Williams foi mais lento, devolvendo o canadense à pista atrás da Ferrari. Enquanto isso, Frentzen, orientado pela equipe, acelerou e fez duas boas voltas, livre de retardatários. O piloto cumpriu sua parada e conseguiu voltar à pista ainda como líder, poucos metros à frente de Schumacher. Mesmo com os pneus frios, soube suportar o ataque do rival e correu para a vitória. ‘‘Foi ali que a corrida se decidiu’’, confirmou Schumacher, se dizendo, porém, satisfeito com a segunda colocação.
‘‘Foi bom ver Frentzen ganhando, pois ele tira pontos de seu companheiro’’, comentou o piloto da Ferrari, se referindo ao líder do Mundial, Jacques Villeneuve.
Com aparência tranquila, Frentzen declarou que estava mais preocupado em olhar para o céu do que para o espelho retrovisor. ‘‘Meu grande temor era a chuva, que poderia atrapalhar tudo se voltasse a cair. Perto do final, lembrei de Melbourne e perguntei à equipe, pelo rádio, como poupar os freios’’, afirmou o vencedor, referindo-se à vitória perdida na Austrália por culpa do equipamento. ‘‘Eles me disseram para não poupar, pois Michael estava muito próximo. Mesmo assim, preferi não forçar’’, disse.

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