hoje em Monza, foi comemorado pelos 110 mil torcedores presentes como uma vitória. Não é para menos. Os italianos, sob forte calor, prepararam-se para dar adeus ao título, em função do desempenho excepcional de Hakkinen e da McLaren. Mas o finlandês falhou, de novo. A Ferrari, apesar de tudo, ainda pode ser campeã.Por Livio Oricchio Monza, 12 (AE) - A vitória de Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, hoje no 70º Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, em Monza, não poderia ter sido melhor para o campeonato: agora, a três etapas do encerramento, quatro pilotos, de três equipes diferentes, irão disputar o título. Ralf Schumacher, da Williams, chegou em segundo, e Mika Salo, Ferrari, em terceiro. Mika Hakkinen cometeu o seu maior erro na Fórmula 1, na 30ª volta, ao rodar quando era líder. Rubens Barrichello conseguiu um ótimo quarto lugar. Quem será o campeão do mundo? Essa é a gostosa pergunta que a Fórmula 1 está propondo. Diferentemente de outras temporadas, desta vez a luta não se limita a dois pilotos, mas a quatro, restando ainda o GP da Europa, dia 26, em Nurburgring, e os da Malásia e do Japão, dias 17 e 31 de outubro. Mika Hakkinen, da McLaren, mesmo não marcando pontos hoje, ainda está em primeiro. Ele tem 60 pontos, a mesma pontuação de Eddie Irvine, da Ferrari, apenas sexto hoje, mas como ganhou quatro corridas este ano contra três de Irvine, primeiro critério de desempate, o finlandês manteve a liderança do campeonato. Depois vêm Frentzen, com 50 e David Coulthard, McLaren, quinto hoje, com 48. Michael Schumacher, com 32, ocupa a quinta colocação. "Eu ser campeão? É verdade, é possível, não posso acreditar, mas por que não?", afirmou Frentzen, feliz da vida com sua segunda vitória no ano (a primeira foi na França). "Nós estamos aproveitando todas as chances de somar o máximo de pontos, a disputa pelo Mundial está aberta agora." Depois foi franco ao analisar: "A McLaren não tem usado todo o seu potencial e se isso continuar acontecendo nas próximas três etapas, eu e o Eddie teremos boas chances no campeonato." O piloto alemão, renascido desde que se transferiu da Williams para a Jordan, este ano, fez uma confissão que arrancou aplausos: "Eu e Tanja (sua mulher) esperamos nosso primeiro filho." Frentzen assumiu o primeiro lugar do GP da Itália na 30ª volta, depois de Hakkinen rodar. Até que a Ferrari se saiu bem em Monza. "Este resultado é incrível, passar do meio do grid , sexta-feira, à terceira colocação hoje, é realmente fantástico", disse Mika Salo. Com a má largada de David Coulthard, da McLaren, Salo ganhou uma posição, permanecendo em quinto. "Na minha frente estava Ralf Schumacher, mas de repente sua Wiliams ficou larga demais e não pude passá-lo", falou, esquentando a discussão existente hoje entre a Ferrari e o time inglês. No fim, acabou em terceiro, por causa do erro de Hakkinen e de ter ultrapassado Alessandro Zanardi, da Williams também. Irvine permaneceu todo o fim de semana ausente, sempre atrás de Salo, distante dos seis primeiros, os que marcam pontos. Ele, no entanto, está otimista com o futuro do Mundial: "Passamos pelo pior, as próximas pistas nos permitirão brigar pela vitória." Ele não pôde fazer mais na corrida, comentou. "Optei por um ajuste que me desse mais velocidade nas retas, mas em compensação me prejudicou demais quando passava sobre as zebras." Em Monza, só é possível ser veloz quando se corta o caminho por sobre as zebras. A Ferrari testa esta semana em Mugello, na Itália, enquanto a maioria das equipes estará em Magny-Cours, na França, circuito que guarda alguma semelhança com o de Nurburgring, Alemanha, onde será disputada a próxima etapa do campeonato. Schumacher já confirmou que não participará da prova. O terceiro lugar de Salo

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