Frentzen e Hill, rivais de Barrichello na Espanha
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Livio Oricchio 
Barcelona, 26 (AE) - A equipe Jordan já divide com a Stewart de Rubens Barrichello as atenções da Fórmula 1 nessa primeira fase do Mundial. Hoje, em Barcelona, o alemão Heinz-Harald Frentzen, falando num espanhol perfeito, confirmou a previsão de que McLaren e Ferrari disputarão no Circuito da Catalunha, domingo, uma corrida à parte, mas advertiu: como em Mônaco, a luta com a Stewart, pelo quinto lugar no GP da Espanha, será intensa. Sexta-feira começam os treinos livres.
Os espanhóis consideram Frentzen, de 32 anos recém-completados
quase um representante do país, por causa da sua mãe ser de Valência.
Ele se diz, contudo, alemão. Mas não reluta em responder em espanhol às perguntas dos jornalistas. Frentzen é o quarto no campeonato, com 13 pontos no campeonato, um apenas a menos de Mika Hakkinen, da McLaren.
Pouco antes de se dirigir ao estádio Camp Nou, para assistir à partida do Bayern contra o Manchester, pela final da Champions League, Frentzen, torcedor do Bayern, comentou ter tido sorte ao se classificar em quarto no GP de Mônaco. "Bati com a parte de baixo do carro na chicane, o monocoque da minha Jordan rachou." Nessa altura, ele já corria na frente de Barrichello. A Jordan lhe providenciou um carro novo para o GP da Espanha.
A temperatura esteve elevada hoje em Barcelona. No início da noite, os termômetros ainda registravam 25 graus. Nos testes da semana passada, realizados pelas 11 equipes que participarão da prova, fez bem menos calor. Pedro Paulo Diniz, da Sauber, já alertava para o fato. "As condições dessa pista mudam muito, de repente o que aprendemos sobre desgaste de pneus nos testes acaba não servindo muito de referência." A Bridgestone tem para Barcelona dois tipos de pneus, os médios e os macios.
Barrichello disse no encerramento do ensaio que, mais do que em outros circuitos, a diferença de desempenho do carro com um e outro tipo de pneu será grande. "O asfalto desse traçado é dos mais abrasivos, o consumo de pneus é elevado." Uma eventual escolha pelos macios pode comprometer o resultado ao longo das 65 voltas do GP da Espanha. "A única possibilidade de usá-los é contar com um chassi superequilibrado."
Sobre as suas possibilidades, comentou: "Até agora, em quatro corridas, larguei sempre entre os seis primeiros, aqui vou manter a tradição." O piloto da Stewart evita discursos otimistas, mas ele demonstra ser possível surprender, como em Interlagos, quando largou atrás apenas da McLaren, e na frente da Ferrari. "Esse circuito favorece o nosso carro."
Os jornais espanhóis não dão nenhum destaque à corrida de domingo, apesar de neste ano dois catalões disputarem o Mundial: Pedro de la Rosa, na Jordan, e Jordi Gene, pela Minardi. Os dois diários esportivos de Barcelona, "Sport" e "Em Mundo Deportivo", se limitaram a publicar, na edição de hoje, pequenas reportagens sobre a importância do preparo físico no Circuito da Catalunha. E na imprensa italiana o conquista do scudetto por parte do Milan continua monopolizando as atenções, conforme traz em manchete a Gazzetta dello Sport: "La Stella dei Maldini". O texto lembra os títulos de Cesare e Paolo Maldini, pai e filho, pelo Milan.


