O técnico Freitas Nascimento vive o seu momento mais delicado nos 15 meses que está à frente do Londrina. A derrota no derby para a Portuguesa no domingo – a terceira do Campeonato Paranaense, o time perdeu ainda de União e Grêmio Maringá –, agitou os meios esportivos da cidade. Parte da imprensa defende a saída de Freitas. O presidente da Londrina Júnior Team (LJT), o empresário Iran Campos, e líder do grupo de apoio financeiro ao time, também sugeriu a mudança de treinador para diminuir as despesas do Londrina.
A falta de dinheiro no caixa fez a diretoria buscar ajuda com Iran, mas o empresário admitiu que está fazendo ajustes na LJT e não poderia mais contribuir com o Londrina. O clube decidiu, então, reduzir salários e dispensar jogadores. Os cortes foram adiados para hoje. Ontem o atacante angolano Jonhson alegou problemas familiares, se desligou do clube e não enfrentará o Prudentópolis, sábado, no Estádio do Café.
O técnico Freitas Nascimento mantém aparente tranquilidade, mostra certa mágoa com as críticas e vê uma orquestração para forçar sua saída e fomentar a crise no clube. ‘‘As pessoas é que estão criando esta crise. Com a diretoria está tudo em paz. É coisa manipulada e uma situação armada contra mim. Infelizmente, as pessoas não têm coragem de falar a verdade. O Londrina fica em segundo plano por interesses próprios. Já saí de situação mais difícil do que essa e vou dar a volta por cima’’, desabafou ele.
O técnico não acredita que o suposto afastamento de Iran Campos do Londrina esteja relacionado à não-escalação de jogadores da LJT. O estopim teria sido o afastamento do lateral-direito Dênis do time. ‘‘Até prova em contrário o Iran tem sido franco comigo e é a pessoa que mais me deu respaldo. Não trabalho para agradar ninguém. O treinador sou eu e tiro do time quando achar necessário.’’
Freitas também tentava entender a rapidez com que deixou de ser quase uma unanimidade no clube. ‘‘Até 20 dias atrás o Freitas era o estrategista que venceu o Cruzeiro, agora estão duvidando da minha competência. Não sei conviver com essa situação. Talvez seja pela minha maneira de trabalho. Tenho personalidade forte e não vou mudar’’, disse ele, confiante na recuperação do time no Estadual. ‘‘Não tem porque ter desespero. É possível conseguir a recuperação trabalhando dentro de um clima de tranquilidade.’’

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