Freddy Grisales, o herói da vitória colombiana
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
Agência Folha De Barranquilla/Colômbia 
Como acontece no Brasil, o assunto que dominou as conversas ontem por toda a Colômbia foi a vitória da seleção local por 2 a 0 sobre a Venezuela, no segundo jogo da rodada dupla que abriu a Copa América 2001, em Barranquilla. Motoristas de táxi, comerciantes e até soldados do exército colombiano reuniam-se em grupos para comentar sobre a partida. Até um herói já foi eleito: o atacante Freddy Grisales, autor do primeiro gol.
Ele ocupou as primeiras páginas de alguns dos principais jornais do país com sua forma pouco convencional de comemorar o gol. O jornal El País, de Cali, estampou como foto principal da edição de ontem a imagem de Grisales festejando com o capacete tomado de um policial que fazia a segurança dentro do gramado.
Nas ruas de Cali, a felicidade do povo se manifestava por meio de atitudes comuns em todas as partes do mundo. Fitas, camisetas, bonés e souvenirs que traziam o azul, o amarelo e o vermelho, cores oficiais da bandeira colombiana, eram vistos por todas as partes. Colômbia jogou bem, mas pode melhorar muito. Estamos satisfeitos com o resultado da estréia, disse Enrique Piña, de apenas 12 anos, quando se preparava para conhecer o Estádio Pascual Guerrero, onde o Brasil joga a primeira fase.
Da mesma forma que os brasileiros, os colombianos invadiram bares, restaurantes e cafés para acompanhar a partida. Nesses locais, assim como no Brasil, são instalados telões onde são exibidos os jogos.
Gritos e buzinaços indicavam os gols do time da casa e o encerramento da partida. Claro, não podiam faltar as fantasias e os rostos pintados.


