Fred vira peça fundamental na seleção
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de maio de 2014
Luiz Antônio Prósperi<br>Agência Estado 
Teresópolis - Carlos Alberto Parreira resolveu "adotar" Fred nesses dias de preparação da seleção brasileira na Granja Comary. Aos 71 anos, com vasta quilometragem em Copas do Mundo, o coordenador técnico tem se dedicado a dar conselhos ao atacante e ouvir dele as reações do grupo de jogadores. Parreira entende que para Neymar brilhar e, por tabela a seleção, Fred é fundamental.
Um exemplo de dedicação do coordenador ao atacante se viu na segunda-feira. Sentado no banco da comissão técnica, à beira do campo na Granja, Parreira esperou por Fred com a paciência de um monge até o jogador se sentar ao seu lado após o primeiro treino da seleção com bola em Teresópolis.
Conversaram por uns dez minutos, sempre com Parreira apontando a zona da grande área do campo, habitat natural de Fred. À distância não foi possível perceber o teor das observações do coordenador ao jogador. Mas, no dia anterior, Parreira já havia indicado qual a sua preocupação com o atacante.
"Conversei com o Fred e pedi para se movimentar mais, sair da área. Lá dentro, ele é presa fácil e prejudica Neymar, não abre espaço", disse Parreira. "Nos últimos jogos do Fluminense, o Fred ficou muito preso na grande área. Aqui, na seleção, ele tem de se movimentar." Na lógica do coordenador, o atacante tem de se coçar, distrair os defensores e abrir o território para Neymar transitar. É uma das armas da seleção.
Fred, evidente, aceitou as ponderações de Parreira. Na Copa das Confederações no ano passado, o atacante já havia agradecido ao conselheiro. "Para mim ele (Parreira) é fundamental. Ele conversou comigo antes do jogo contra a Itália (vitória do Brasil por 4 a 2). Como nosso time é rápido, tem muita movimentação, eu mudei um pouco o jeito de jogar, caí pelos lados, por conta da orientação dele. É um cara que ajuda muito a gente", diz Fred.
REENCONTRO
A admiração por Fred vem desde a Copa do Mundo de 2006. Destaque do Cruzeiro, após ser revelado pelo América-MG, o atacante estava no Lyon quando foi convocado por Parreira para ser reserva de Ronaldo no Mundial da Alemanha.
Voltaram a se encontrar em 2009, no combalido Fluminense. Apesar da confiança total no atacante, Parreira não conseguiu tirar o time carioca do buraco e pediu o boné. Cansado da rotina de técnico de clube, o treinador aposentou a prancheta em 2010 e ficou esquecido até ser chamado pela CBF, em novembro de 2012, para compor o comando da seleção brasileira ao lado de Luiz Felipe Scolari.
Na primeira convocação feita pela nova dupla de comandantes para o amistoso contra a Inglaterra, Fred apareceu na lista na condição de reserva de Luis Fabiano. Ele entrou no segundo tempo e, aos 3 minutos, fez o gol de empate (o Brasil perdeu por 2 a 1). Dali para frente virou figurinha carimbada nas convocações de Felipão e Parreira. Antes, era preterido por Mano Menezes, técnico da seleção entre 2010 e 2012.
Peça importante na conquista da Copa das Confederações no ano passado, Fred ganhou status de um dos líderes do novo grupo da seleção. Não por acaso, passou a ser monitorado por Carlos Alberto Parreira.
Ao acompanhar o atacante no seu dia a dia no Fluminense, o coordenador da seleção ficou preocupado com a série de lesões sofridas pelo jogador nos últimos meses de 2013 e nos primeiros de 2014. E ainda mais quando o atacante comprou briga com as torcidas organizadas. Parreira só se tranquilizou quando teve a certeza de que Fred havia se recuperado das lesões e poderia ser convocado para a Copa.
O coordenador tratou de dar importância ainda maior ao atacante, ao mostrar que ele deveria se sacrificar um pouco mais para deixar o trânsito livre para Neymar passar. Incentivou os dois a formar uma parceria dentro e fora de campo. Na prática, Fred, além das obrigações táticas, vai ser um interlocutor de Parreira e Felipão durante os jogos. Fora, tem apoio para descontrair o ambiente com sua irreverência e picardia.coordenador técnico tem se dedicado a dar conselhos ao atacante e ouvir dele as reações do grupo de jogadores. Parreira entende que para Neymar brilhar e, por tabela a seleção, Fred é fundamental.
Um exemplo de dedicação do coordenador ao atacante se viu na segunda-feira. Sentado no banco da comissão técnica, à beira do campo na Granja, Parreira esperou por Fred com a paciência de um monge até o jogador se sentar ao seu lado após o primeiro treino da seleção com bola em Teresópolis.
Conversaram por uns dez minutos, sempre com Parreira apontando a zona da grande área do campo, habitat natural de Fred. À distância não foi possível perceber o teor das observações do coordenador ao jogador. Mas, no dia anterior, Parreira já havia indicado qual a sua preocupação com o atacante.
"Conversei com o Fred e pedi para se movimentar mais, sair da área. Lá dentro, ele é presa fácil e prejudica Neymar, não abre espaço", disse Parreira. "Nos últimos jogos do Fluminense, o Fred ficou muito preso na grande área. Aqui, na seleção, ele tem de se movimentar." Na lógica do coordenador, o atacante tem de se coçar, distrair os defensores e abrir o território para Neymar transitar. É uma das armas da seleção.
Fred, evidente, aceitou as ponderações de Parreira. Na Copa das Confederações no ano passado, o atacante já havia agradecido ao conselheiro. "Para mim ele (Parreira) é fundamental. Ele conversou comigo antes do jogo contra a Itália (vitória do Brasil por 4 a 2). Como nosso time é rápido, tem muita movimentação, eu mudei um pouco o jeito de jogar, caí pelos lados, por conta da orientação dele. É um cara que ajuda muito a gente", diz Fred.
REENCONTRO
A admiração por Fred vem desde a Copa do Mundo de 2006. Destaque do Cruzeiro, após ser revelado pelo América-MG, o atacante estava no Lyon quando foi convocado por Parreira para ser reserva de Ronaldo no Mundial da Alemanha.
Voltaram a se encontrar em 2009, no combalido Fluminense. Apesar da confiança total no atacante, Parreira não conseguiu tirar o time carioca do buraco e pediu o boné. Cansado da rotina de técnico de clube, o treinador aposentou a prancheta em 2010 e ficou esquecido até ser chamado pela CBF, em novembro de 2012, para compor o comando da seleção brasileira ao lado de Luiz Felipe Scolari.
Na primeira convocação feita pela nova dupla de comandantes para o amistoso contra a Inglaterra, Fred apareceu na lista na condição de reserva de Luis Fabiano. Ele entrou no segundo tempo e, aos 3 minutos, fez o gol de empate (o Brasil perdeu por 2 a 1). Dali para frente virou figurinha carimbada nas convocações de Felipão e Parreira. Antes, era preterido por Mano Menezes, técnico da seleção entre 2010 e 2012.
Peça importante na conquista da Copa das Confederações no ano passado, Fred ganhou status de um dos líderes do novo grupo da seleção. Não por acaso, passou a ser monitorado por Carlos Alberto Parreira.
Ao acompanhar o atacante no seu dia a dia no Fluminense, o coordenador da seleção ficou preocupado com a série de lesões sofridas pelo jogador nos últimos meses de 2013 e nos primeiros de 2014. E ainda mais quando o atacante comprou briga com as torcidas organizadas. Parreira só se tranquilizou quando teve a certeza de que Fred havia se recuperado das lesões e poderia ser convocado para a Copa.
O coordenador tratou de dar importância ainda maior ao atacante, ao mostrar que ele deveria se sacrificar um pouco mais para deixar o trânsito livre para Neymar passar. Incentivou os dois a formar uma parceria dentro e fora de campo. Na prática, Fred, além das obrigações táticas, vai ser um interlocutor de Parreira e Felipão durante os jogos. Fora, tem apoio para descontrair o ambiente com sua irreverência e picardia.


