Belo Horizonte - Depois de desencantar na Copa das Confederações e marcar seus dois primeiros gols na vitória por 4 a 2 sobre a Itália, sábado passado, em Salvador, o atacante Fred espera manter o embalo na semifinal desta quarta-feira, contra o Uruguai, em Belo Horizonte. Mesmo porque, ele vai jogar em "casa" no Mineirão, um estádio que esse mineiro de Teófilo Otoni, com passagens por América-MG e Cruzeiro, conhece bem.
Fred já jogou 47 vezes no Mineirão, onde acumulou um total de 41 gols. Foram dois pelo América-MG, 36 pelo Cruzeiro e três pelo Fluminense, o que resulta em uma ótima média de 0,87 gol por jogo no estádio. "Sem dúvida eu me sinto em casa aqui, sou mineiro, joguei no América e no Cruzeiro, cansei de jogar no Mineirão, e passei por grandes momentos jogando no estádio. Espero fazer mais gols, para o dia ser ainda mais especial com a camisa da seleção", ressaltou o atacante.
Ele lembrou, inclusive, que contará com apoio de familiares e amigos nesta quarta-feira no estádio. "Minha família toda vai estar lá, minha filha, meu pai, meu irmão, meus amigos próximos. A única pessoa que não poderá ver será a minha mãe, que vai ver 'de camarote'. Ela era apaixonada por futebol. Acompanhava o meu pai e o meu irmão quando eles jogavam. Seria um orgulho ela ver o filho dela fazendo gols no Mineirão", disse Fred, emocionado, ao lembrar de sua mãe, Giselda, que morreu quando ele tinha apenas sete anos. "Perdi minha mãe muito cedo, mas ela me passou muitas coisas boas. Era uma mulher muito simples, de muito caráter... E onde ela estiver hoje ela vai estar feliz."
Durante a entrevista coletiva na véspera do jogo, Fred também contou a participação especial de Carlos Alberto Parreira, coordenador da seleção brasileira, em sua evolução durante a disputa da Copa das Confederações. Aconselhado pelo experiente profissional, o atacante mudou sua postura dentro de campo e acabou com as críticas após uma boa atuação e os gols marcados diante da Itália.
"Para mim, o Parreira foi fundamental. Na semana do jogo contra a Itália, ele conversou bastante comigo, me orientou e disse para eu não ficar muito preso lá na área, esperando a bola chegar. Disse para eu me movimentar", revelou Fred, "Nos outros dois jogos (contra Japão e México), eu estava me preocupando muito em ficar fixo dentro da área, e essa movimentação contra a Itália foi fruto do que o Parreira falou para mim. O Parreira é um cara que acrescenta muito para gente." (A.E.)

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