Londres, Inglaterra - A Williams poderá ter novo comando no máximo daqui a dois anos. Essa possibilidade foi levantada ontem por ninguém menos do que Frank Williams, considerado a alma da equipe fundada em 1975. Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, admitiu que está chegando o momento de sua retirada. Frank revela estar cansado, pois, além das dificuldes naturais que dirigir um time de Fórmula 1 representa, sua rotina é ainda mais dura por causa de suas limitações físicas. Ele está paralítico desde 1986, consequência de um acidente automobilístico.
''Existem pessoas que podem fazer o trabalho muito melhor do que eu. Estou à procura de pessoas que possam ocupar o meu lugar. Eu não sei exatamente, mas o momento (de se retirar) está próximo. Espero estar com a mente clara para escolher acertamente meu substituto. Isso pode acontecer em um ou dois anos'', disse Frank.
Ele explicou que a simples rotina de ir diariamente à equipe representa um grande sacrifício. ''Nunca chego antes das 11 horas, pois demoro para me levantar, e só saio por volta das 8 horas da noite. Não posso escrever, não consigo discar números. Para mim, as coisas demoram o dobro do tempo.''
Treinos O paranaense Ricardo Zonta, piloto de testes da Toyota, foi o mais rápido ontem nos treinos em Jerez de la Frontera, que também tiveram a participação de Ferrari e McLaren. Ele cravou 1min18s597 (94 voltas).
Rubens Barrichello foi segundo (1min18s609, 66), Cristiano da Matta, terceiro (1min19s254, 46), Pedro de la Rosa, quarto (1min19s334, 89) e Alexander Wurz, quinto (1min19s747, 101). As equipes testaram pneus e componentes eletrônicos.
Kimi Raikkonen andou em Silverstone e fez 1min17s649 (95 voltas), superando David Coulthard (1min18s026, 71). Os testes prosseguem hoje.
A próxima etapa da F-1 será no dia 25, em Hockenheim, na Alemanha.

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