Raí prepara sua volta ao Brasil restabelecendo seus laços com a Seleção Brasileira. Hoje, contra a Alemanha, não são apenas os torcedores do São Paulo, seu futuro clube, que estão na expectativa de que Zagallo possa reintegrá-lo na equipe titular, pelo menos para jogar meio tempo. O prestígio e a popularidade do jogador brasileiro, apesar da equipe do Paris Saint Germain estar atravessando uma má fase, é indiscutível, a ponto da edição de ontem do ‘‘Le Monde’’, o principal jornal de referência francês, apresentá-lo mais uma vez como um exemplo para os demais. Raí Souza Vieira de Oliveira, conhecido apenas como Raí, ‘‘é um homem de exceção’’ que os dirigentes do Paris Saint Germain desconheciam quando o contrataram há cinco anos. Ele foi nesses últimos cinco anos, depois de ter superado sua má fase inicial, o elemento estabilizador da equipe.
Hoje, muito provavelmente, se a dupla Zagallo-Zico estiver inspirada, Raí poderá restabelecer sua relação com a seleção da qual está afastado desde as semifinais da Copa de 94. Seu retorno ocorre agora, mas já há alguns meses ela vinha sendo reivindicada por alguns setores, diante dos resultados pouco convincentes de Leonardo e, principalmente, após a contusão de Juninho. Na França, cronistas e técnicos, entre eles Ricardo Gomes e Jean Tigana, do Monaco, não entendem como Zagallo podia dispensar tal colaboração. Por isso, Raí, afirma a imprensa francesa, é o tipo do atleta indispensável a um grupo, diante de desafios como o da Copa do Mundo. (AE)

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