França usa futebol, como boa lembrança
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2000
Por Chiquinho Leite Moreira 
Florianópolis, 01 (AE) - A equipe da França chegou para o treinamento em Itajaí, 110 quilômetros ao sul de Florianópolis, com uma bola de futebol da Copa do Mundo de 1998. Antes dos jogadores pegarem raquetes, passaram 20 minutos num jogo comum entre os tenistas, conhecido como futênis, que normalmente é usado bolinha de tênis, mas que os franceses optaram por uma oficial de futebol.
Já não é a primeira vez que os franceses em confronto com o Brasil enfatizam a importância do futebol e a conquista da França no Mundial de 98. No ano passado, na cidade de Pau, o time francês usava camisas da seleção campeã do mundo e agora no "País do futebol" deixam as raquetes de lado para um descontraído bate bola na quadra de tênis.
O técnico e capitão da equipe francesa, o ex-tenista Guy Forget não fala em provocação. Os jornalistas da França, em Florianópolis, também asseguram que a prática do futênis tornou-se normal entre os tenistas.
Mas que soou como uma ironia, ninguém pôde negar.
Forget continua fazendo mistério sobre a escalação de seu time.
Garante, porém, que não usa como arma estratégica, mas sim por ter realmente dúvidas. Sua idéia, como revelou, é ter Jerome Golmard como segundo jogador de simples, guardando Nicolas Escude para formar a dupla com Cedric Pioline.
"A minha idéia é ter mesmo Pioline e Gomard para a simples e o Escude entrando na dupla", conformou hoje Gorget, em Itajái. "Mas como posso esperar mais um pouco, só pretendo mesmo oficializar a equipe para o sorteio, na quinta-feira."
Onde treinar? - A viagem de 110 quilômetros por uma estrada perigosa, cheia de desvios cuasados por obras de duplicação da BR-101, para as equipes do Brasil e França encontrarem uma quadra coberta que, no final, nem sequer foi usada, mostra os riscos de se organizar um evento como este, longe dos grandes centros. Em São Paulo ou no Rio, em minutos os times encontrariam onde treinar num dia de chuva.
Florianópolis já foi sede por duas vezes de jogos da Davis. Mas em ambas as vezes no mês de setembro - época bem mais tranquila - e com jogos de repescagem. Agora, em plena temporada de verão, num confronto do Grupo Mundial as exigências são outras.
A cidade está repleta de turistas, entre eles muitos argentinos. Não há vagas em bons hotéis próximos à Universidade de Santa Catarina, local dos jogos. As locadoras de carros já não têm mais nada para alugar no fim de semana e quem, ainda assim, se aventurar a ver os jogos de Brasil e França, não vai sequer encontrar mais ingressos disponíveis. A Confederação Brasileira de Tênis já mandou avisar que praticamente não restam mais nada para serem vendidos.


