São Paulo, 17 (AE) - Era improvável, mas o Marathon/Franca ficou com a vaga na final do Campeonato Nacional Masculino de Basquete. Vai enfrentar o favorito Vasco, em uma série melhor-de-cinco jogos, a partir de sexta-feira. Hoje, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) confirmou o primeiro jogo às 19 horas, no Ginásio Pedrocão, em Franca (Globosat/SporTV). A segunda partida será no domingo e a terceira, na segunda-feira. "Somos aquele cavalo que não é o favorito, mas vem atropelando por fora", disse o técnico francano, Hélio Rubens Garcia. "Vamos tentar surpreender novamente."
Era difícil Franca classificar-se entre os oito primeiros colocados do Nacional. Os prognósticos consideravam que o campeão brasileiro em 1997 e 1998 tinha sido desmontado. Franca entrou no torneio com uma equipe reformulada, tendo de reconstruir a base. Ainda enfrentou seguidas contusões, a saída de um estrangeiro e perdeu o maior número de partidas em casa nas últimas temporadas, diante da torcida, algumas de adversários fracos, como Ulbra, Uberlândia e Botafogo.
Foi a quinta colocada na fase de classificação. Depois, as previsões eram de que o time não passaria pelo favorito Flamengo nas quartas-de-final. Também não se acreditava que teria poder para eliminar, nas semifinais, o Mackenzie/Microcamp, de Barueri
time de melhor campanha na fase de classificação. Em toda a temporada, o único jogo que Barueri perdeu em sua quadra foi o de domingo, para Franca, por 89 a 87, sendo eliminado do Nacional.
"Vencemos favoritos ao título, como o Flamengo e o Mackenzie, o que supervaloriza nosso feito", afirmou Hélio. "O mérito dos jogadores foi acreditar no que estavam fazendo, no trabalho em grupo." Oscar Schmidt, do Mackenzie, deixa a temporada como o cestinha do Campeonato, com mais do que o dobro de pontos em relação ao segundo colocado. Oscar soma 1.375 pontos em 36 jogos (média de 38,2). O segundo na estatística, o norte-americano Jeffty Connely, do Valtra/Mogi, tem 638 pontos (média de 22,8). "Estou triste", resumiu Oscar.
Matriz x filial - "O mais engraçado é que agora serão dois times de Franca na final", afirmou Hélio Rubens, referindo-se ao fato de a base do Vasco ser formada por atletas que foram bicampeões brasileiros por Franca.
Demétrius e Rogério jogaram cinco anos na cidade antes de ir para o Rio. O pivô dominicano Vargas atuou três temporadas em Franca antes de se transferir para o Vasco. "Acho que motiva", observou. "É bom ver o trabalho de Franca dando resultados."
Seleção - É na formação de atletas que o técnico também quer ver a seleção brasileira investir. O treinador disse que vai anunciar amanhã a primeira relação - terá entre 20 e 22 jogadores, que começarão os treinos para a temporada na segunda-feira, com os auxiliares Ênio Vecchi, Nilo Guimarães e Guerrinha. Hélio não vai convocar ainda os atletas que decidem o Nacional.

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